Totò Cuffaro fecha acordo de pena de 3 anos por corrupção e cumprirá restante em serviços sociais
Gip de Palermo aceita acordo: Totò Cuffaro pega 3 anos, cumpre o restante em serviços sociais e é liberado dos domiciliares.
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Totò Cuffaro fecha acordo de pena de 3 anos por corrupção e cumprirá restante em serviços sociais
O Juiz para as Instruções de Processo (Gip) do Tribunal de Palermo, Ermelinda Marfia, acolheu a proposta de patteggiamento apresentada para Totò Cuffaro, fixando uma pena de três anos — a ser cumprida em regime de serviços sociais. Com a decisão, o ex-presidente da Região Siciliana foi liberado da medida de prisão domiciliar em que permanecia.
O acordo prevê que Cuffaro cumpra a pena residual em atividades assistenciais na Casa del Sorriso, em Monreale, com jornada semanal estipulada entre seis e quinze horas. Além disso, o condenado deverá ressarcir com 15 mil euros o hospital Villa Sofia-Cervello de Palermo e a ASP de Siracusa. O Gip Marfia considerou a proposta de pena adequada e autorizou a revogação da custódia cautelar.
Como Juiz para o Processo (Gup), a mesma magistrada, porém, mandou a julgamento seis co-acusados que optaram pelo rito ordinário. O processo por corrupção e tráfico de influências ilícitas terá início em 7 de setembro, na terceira seção do tribunal. Entre os réus que serão julgados a partir dessa data estão:
- Roberto Colletti — ex-diretor-geral do hospital Villa Sofia-Cervello;
- Antonio Iacono — chefe do Trauma Center de Villa Sofia;
- Vito Raso — motorista histórico e colaborador de Cuffaro;
- Mauro Marchese;
- Marco Dammone;
- Sergio Mazzola — empresário de Belmonte Mezzagno e titular da Euroservice srl.
Foi destacado do processo Ferdinando Aiello, que requereu o rito abreviado e será julgado em julho. A empresa Dussmann Service srl, por sua vez, foi prosseguida — o Gip a absolveu com a formulação "o fato não sussiste".
O acordo de pena para Totò Cuffaro incluía um ponto sensível: a possibilidade de recusa pelo Gip, que poderia considerar a pena "não congrua". Marfia, todavia, aceitou o patteggiamento, reconhecendo que parte da pena já havia sido cumprida — dos três anos estipulados, dois anos e sete meses foram considerados já abatidos.
O histórico do ex-presidente foi explicitado na decisão: Cuffaro já cumprira pena por condenações anteriores, relacionadas ao processo sobre as chamadas "Talpe" e a acusações de revelação de segredos de investigação e favorecimento, crimes agravados por favorecimento à Cosa Nostra. O tribunal ressalta, porém, que esses fatos são distintos dos que deram origem à nova investigação, centrada na suposta manipulação de um concurso para a estabilização de operadores sociosanitários no hospital palermitano e em intervenções sobre contratos da empresa de saúde de Siracusa — lavanderia e serviços auxiliares — pelos quais respondia por tráfico de influências.
Em termos práticos, a decisão encerra a fase cautelar e define o caminho processual para os demais envolvidos: enquanto Cuffaro cumpre a pena restante fora do sistema prisional, seis coacusados enfrentarão julgamento ordinário em setembro. A apuração deste caso foi conduzida pela autoridade judicial palermitana, com cruzamento de fontes e análise documental que motivaram as diferentes qualificações jurídicas atribuídas aos investigados.
Esta é uma notícia em desenvolvimento; o Espresso Italia segue acompanhando o calendário das audiências e o cumprimento das medidas alternativas impostas ao ex-governante.