Virada no caso Dafne Rebaudo: companheiro detido por possível feminicídio em Tor Bella Monaca

Companheiro é detido após morte de Dafne Rebaudo em Tor Bella Monaca; investigação aponta queda forçada e ligações com ocupação e tráfico.

Virada no caso Dafne Rebaudo: companheiro detido por possível feminicídio em Tor Bella Monaca

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Virada no caso Dafne Rebaudo: companheiro detido por possível feminicídio em Tor Bella Monaca

Em apuração rigorosa sobre a morte de Dafne Rebaudo, 31 anos, a Polícia de Roma concluiu que a queda ocorrida na madrugada de 13 de julho, a partir de uma varanda condominial em Tor Bella Monaca, não se enquadra como acidente nem como ato voluntário. As evidências reunidas pela investigação levaram ao fermo do companheiro da vítima, identificado como Mohamed Trabelsi, 41 anos.

Segundo o relatório preliminar das autoridades, a hipótese investigativa vigente é a de que a mulher tenha sido empurrada durante uma discussão, razão pela qual o caso passou a ser tratado como possível feminicídio. O detido convivia com a jovem havia alguns meses e, de acordo com os autos, atua em um círculo ligado à gestão de ocupações irregulares de moradias e ao ambiente do tráfico na área.

O chamado que acionou os socorros ocorreu por volta das cinco horas da manhã, quando uma moradora do prédio afirmou ter sido despertada por um estrondo. Ao se aproximar da janela, encontrou o corpo da mulher no asfalto e comunicou o fato ao número de emergência 112. No local, a vítima já estava sem vida.

Inicialmente, a identificação de Dafne Rebaudo não foi imediata, pois ela não portava documentos nem objetos que permitissem a pronta identificação. Foi somente nos dias seguintes, por meio do trabalho do Distretto Casilino e do cruzamento de informações coletadas em depoimentos e registros locais, que se conseguiu estabelecer sua identidade e mapear aspectos da relação com o suspeito.

Peça-chave na reconstrução dos acontecimentos foram as câmeras de vigilância da área. As imagens, conforme os investigadores, mostram o casal subindo à cobertura do prédio; em seguida, aparecem apenas registros do homem descendo as escadas carregando a bolsa que seria da mulher, além de um cão. A bolsa ainda não foi localizada. Essas filmagens foram confrontadas com as versões prestadas por Mohamed Trabelsi, que apresentaram contradições relevantes quanto aos horários e à dinâmica dos fatos.

Além das divergências nas declarações do indiciado, testemunhos de alguns condôminos relataram ter ouvido gritos provenientes do interior do prédio na noite em questão. Em um contexto em que diversos apartamentos são ocupados irregularmente e onde atuam grupos ligados ao tráfico, parte dos moradores decidiu romper o silêncio — um elemento que, segundo fontes policiais, foi determinante para o avanço das investigações.

Até o momento, os inquéritos afastaram progressivamente a hipótese inicial de suicídio e concentraram esforços na obtenção de elementos que expliquem o que ocorreu na cobertura e qual teria sido o motivo do confronto entre o casal. Entre as linhas de investigação em curso está a apuração se a vítima teria manifestado a intenção de encerrar a relação, circunstância que poderia ter desencadeado a discussão fatal.

O caso segue em andamento. As autoridades continuam a coletar provas, analisar imagens e ouvir testemunhas para consolidar a dinâmica dos fatos e fundamentar as medidas processuais seguintes. A reportagem segue em apuração in loco e com o cruzamento de fontes oficiais para atualizar a sequência dos fatos brutos e evitar ruídos especulativos.