Alessandro Quarta apresenta ‘Terra, Água, Ar, Fogo e Éter’ no Teatro Fusco, Taranto

Alessandro Quarta apresenta os cinco elementos em concerto no Teatro Fusco de Taranto, com Orquestra Filarmônica e Giuseppe Magagnino.

Alessandro Quarta apresenta ‘Terra, Água, Ar, Fogo e Éter’ no Teatro Fusco, Taranto

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Alessandro Quarta apresenta ‘Terra, Água, Ar, Fogo e Éter’ no Teatro Fusco, Taranto

Esta noite o Teatro Fusco de Taranto recebe o segundo espetáculo da turnê do violinista e compositor Alessandro Quarta. O músico, que se move com naturalidade entre repertórios diversos, sobe ao palco acompanhado pelo pianista Giuseppe Magagnino e pela Orquestra Filarmônica "Franco Caracciolo", sob a regência do maestro Cristian Lombardi.

A turnê, organizada e coordenada pelo Cidim — Comitato Nazionale Italiano Musica, teve início em Salerno e seguirá por outras sete cidades do sul e centro-sul da Itália: Nápoles, Catanzaro, Messina, Lamezia Terme, Terni, Noto e Mola di Bari. Todos os concertos fazem parte do projeto Circolazione musicale in Italia - Nuove Carriere, iniciativa do Cidim que conta com o contributo do Ministério da Cultura — Direzione Generale Spettacolo.

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No cerne do programa está uma arquitetura conceitual assinada pelo próprio Quarta: os cinco elementos — Terra, Água, Ar, Fogo e Éter — que orientam a sequência do concerto e oferecem um percurso sensorial e semântico. É uma construção que aproxima o espetáculo a um rito sonoro, um roteiro onde timbres, movimentos orquestrais e o violino-criador se combinam como planos de um filme sonoro.

Francescantonio Pollice, presidente do Cidim e da Aiam (Associação Italiana de Atividades Musicais), define o projeto: “Terra, Acqua, Aria, Fuoco ed Etere, sono questi gli elementi che costituiscono il programma del concerto…”. Pollice sublinha que, nesta turnê, o projeto ganha um novo capítulo graças à presença da Orquestra Filarmônica 'Franco Caracciolo' e ao aporte pianístico de Giuseppe Magagnino.

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Para Pollice, Alessandro Quarta representa uma figura de ruptura no panorama musical contemporâneo: frequentemente descrito pela crítica como um “génio do violino”, Quarta atravessa fronteiras estilísticas — do rock ao jazz, da música sinfônica ao tango — e reconstrói a expectativa do público. “Quarta nos conduz por um percurso apaixonado e intrigante, seduzindo tanto os que já o conhecem quanto os que o escutam pela primeira vez”, conclui o presidente do Cidim.

Como observadora do zeitgeist, vejo neste projeto um gesto simbólico: a performance não é apenas entretenimento, é um espelho do nosso tempo, onde memórias e identidades se metabolizam em som. O concerto no Teatro Fusco torna-se, assim, um pequeno epicentro cultural — um reframe da realidade em que o violino de Alessandro Quarta atua como narrador e catalisador.

Para além do brilho técnico, a turnê propõe uma reflexão sobre o lugar da música clássica hoje: uma arte que resiste à museificação ao buscar diálogo com outras estéticas e audiências. No palco, a orquestra e o piano não acompanham apenas notas; eles desenham paisagens — da Terra ao Éter — como se cada movimento fosse uma cena de cinema que revela, por fragmentos, o roteiro oculto da sociedade.

O concerto em Taranto, portanto, é uma convocação: para escutar com atenção, para ser levado pelas camadas sonoras e para reconhecer que, no cruzamento de gêneros, nascem novas narrativas culturais. Uma noite para ver (e ouvir) o violino como protagonista de um palco que pensa o futuro a partir das raízes.

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