Canzonissima ao vivo: Milly Carlucci apresenta 'La rivincita di Sanremo' (11 de abril)
Canzonissima com Milly Carlucci: 'La rivincita di Sanremo' ao vivo em 11/04 com convidados e clássicos reimaginados.
RESUMO ✦
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Canzonissima ao vivo: Milly Carlucci apresenta 'La rivincita di Sanremo' (11 de abril)
Volta ao ar mais uma noite de música e memória com Canzonissima, conduzida por Milly Carlucci, que retorna em direto na Rai 1 nesta sábado, 11 de abril, a partir das 21h30. Nesta quarta edição do programa, o palco se transforma num verdadeiro espelho do nosso tempo, onde intérpretes contemporâneos revisitam canções que, embora não tenham vencido o Festival de Sanremo, permaneceram na memória coletiva.
Os artistas confirmados para se apresentar esta noite são: Arisa, Elio e le Storie Tese, Elettra Lamborghini, Enrico Ruggeri, Fausto Leali, Fabrizio Moro, Irene Grandi, Jalisse, Leo Gassmann, Malika Ayane, Michele Bravi e o tenor Vittorio Grigólo. O fio condutor desta noite é a rubrica La rivincita di Sanremo, que desafia a ideia de vitória como única medida de impacto cultural: algumas faixas, embora afastadas do pódio, tornaram-se arquitetas sonoras das nossas memórias coletivas.
As faixas que formarão o núcleo da disputa desta edição são:
- "Il ragazzo della Via Gluck" – Enrico Ruggeri
- "Sono solo parole" – Fabrizio Moro
- "Io che amo solo te" – Leo Gassmann
- "Il nostro concerto" – Michele Bravi
- "Io Amo" – Fausto Leali
- "La prima cosa bella" – Malika Ayane
- "Incoscienti giovani" – Irene Grandi
- "I bambini fanno ooh" – Elettra Lamborghini
- "La notte" – Arisa
- "Quando quando quando" – Vittorio Grigólo
- "La canzone mononota" – Elio e le Storie Tese
- "Su di noi" – Jalisse
Entre as escolhas simbólicas da noite está a reinterpretação de "Il nostro concerto", de Umberto Bindi, canção que, apesar de nunca ter sido selecionada para o Festival, ganhou status de clássico e é aqui relembrada como um ato de justiça cultural. Outra peça que retorna com carga afetiva é "Io che amo solo te", interpretada originalmente na noite de covers de 2021, onde obteve um honroso segundo lugar. A presença de "I bambini fanno Ooh" também tem sua história: excluída do concurso por já ter sido cantada em público, a canção volta agora sob um novo enquadramento performático.
Os anfitriões desta noite recebem ainda participações especiais: Alessandro Preziosi sobe ao palco para cantar e dançar ao som de "Quelli belli come noi", a emblemática canção-tema de Canzonissima '69, e contará a história de "Malafemmena", o clássico de Totò. A atriz e apresentadora Bianca Guaccero também é convidada e promete uma performance envolvente de "Rumore".
O julgamento das performances segue o formato híbrido que mistura crítica e participação popular: o painel de personalidades — os chamados Magnifici 7 — composto por Claudio Cecchetto, Francesca Fialdini, Pierluigi Pardo, Riccardo Rossi, Simona Izzo, Caterina Balivo e Giacomo Maiolini, soma seus pontos; os próprios cantores votam — com a regra de não poderem escolher sua própria performance — e o público contribui via redes sociais, numa coreografia contemporânea entre mídia tradicional e diálogo digital.
Em sua tessitura, esta edição de Canzonissima não é apenas um varieté de interpretações: é um estudo sobre memória, seleção e canonicidade musical. A proposta de resgatar canções “não premiadas” para reavaliá-las em palco funciona como um pequeno reframe da história cultural, uma chamada para reconsiderar o roteiro oculto que define o que permanece e o que é esquecido.
Prepare-se para uma noite onde nostalgia e reinvenção se encontram em cena, e onde cada canção é um espelho do que fomos e do que continuamos a cantar.