Che tempo che fa hoje (29/03): Morandi, Brignone e o roteiro cultural da temporada

Che tempo che fa (29/03): convidados como Gianni Morandi, Federica Brignone e padre Gabriel Romanelli. Saiba o que esperar da edição ao vivo.

Che tempo che fa hoje (29/03): Morandi, Brignone e o roteiro cultural da temporada

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Che tempo che fa hoje (29/03): Morandi, Brignone e o roteiro cultural da temporada

Sou Chiara Lombardi, e hoje observo Che tempo che fa como um espelho do nosso tempo: um palco onde música, esporte e testemunhos se encontram para desenhar o roteiro oculto da sociedade. A nova edição apresentada por Fabio Fazio vai ao ar neste domingo, 29 de março, às 19h30, ao vivo no Nove e em streaming no discovery+. A edição traz convidados que refletem tanto a memória coletiva quanto as pressões do presente.

No centro da pauta musical estará Gianni Morandi, celebrando os 60 anos do emblemático tema 'C'era un ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones'. Morandi não é só um cantor: é uma coluna da música italiana, autor de uma carreira com 53 milhões de discos vendidos. Ele também se prepara para voltar aos palcos dos palasport italianos com o projeto 'C'era un ragazzo – Gianni Morandi Story', um reframe da própria trajetória que promete revisitar memórias e públicos.

Nas poltronas brancas do estúdio, outra presença que diz muito sobre superação e símbolo nacional: Federica Brignone. Recém-vitoriosa em dois ouros no supergigante e no slalom gigante de Milano Cortina 2026, a esquiadora retorna aos holofotes apenas dez meses depois de um grave infortúnio na perna esquerda. Única italiana a conquistar a Copa do Mundo geral por duas vezes (2020 e 2025), Brignone soma uma carreira que inclui 5 medalhas olímpicas, 5 mundiais, 37 vitórias na Copa do Mundo e 85 pódios — um catálogo de resiliência que dialoga com o imaginário de um país que se reinventa.

O programa também recebe vozes carregadas de testemunho e responsabilidade social: padre Gabriel Romanelli, autor de 'Le rovine e la luce. La commovente testimonianza del parroco di Gaza', escrito com o jornalista Guillaume de Dieuleveult; Alberto Mantovani, presidente da Fondazione Humanitas per la Ricerca; don Dante Carraro, diretor do Cuamm Medici con l’Africa; e o virologista Roberto Burioni, professor de Microbiologia e Virologia na Università Vita-Salute San Raffaele.

Na seção literária e de opinião, estarão Gianrico Carofiglio, com o ensaio 'Accendere i fuochi'; o editorialista Massimo Giannini (La Repubblica); Cecilia Sala e Michele Serra. É uma escala onde jornalismo, literatura e ciência compõem o cenário de transformação que o programa habita.

Para fechar a noite, o já clássico segmento 'Che tempo che fa – il Tavolo' reunirá atletas e nomes populares: Giovanni Franzoni (medalha de prata na descida em Milano Cortina 2026), Lda e Aka7even ao vivo com 'Poesie clandestine' (Sanremo), além de Fiona May, Simona Ventura, Orietta Berti, Cristina D’Avena, Paolo Rossi, Nino Frassica, Ubaldo Pantani, Mara Maionchi, Mago Forest (na nova edição do GialappaShow), Flora Canto (em turnê com 'Cantando sotto la pioggia – Il Musical'), Gigi Marzullo, Francesco Paolantoni, a Signora Coriandoli e Giucas Casella.

Mais do que um simples compêndio de convidados, a edição de 29 de março funciona como uma curta-metragem coletiva: artistas, atletas e testemunhos convocados para iluminar pedaços da nossa memória cultural. Che tempo che fa continua a operar como uma lente — ora nostálgica, ora incisiva — sobre a narrativa pública. E, como em um filme bem montado, as falas de hoje prometem reverberar além do estúdio, moldando conversas nas redes e nas praças.

Este episódio é um convite a ver além: entender por que certas vozes voltam a aparecer no palco nacional, que ecos culturais elas carregam, e como a televisão ainda pode ser o espaço onde se acendem os fogos do debate público.