Corinne Cléry anuncia fim da carreira teatral após susto de saúde e planeja casamento em Paris

Aos 76 anos, Corinne Cléry deixa o teatro após desmaio em estreia e anuncia casamento com Claudio Gentili em Paris no Natal.

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Corinne Cléry anuncia fim da carreira teatral após susto de saúde e planeja casamento em Paris

Por Chiara Lombardi — Em um relato que mistura decisão pessoal e um reframe da realidade pública, Corinne Cléry, aos 76 anos, declarou o fim definitivo de sua trajetória nos palcos após um episódio que a fez confrontar a própria mortalidade. A atriz, conhecida por títulos como Histoire d'O, falou na emissora de Monica Setta, em “Storie di Donne al Bivio”, sobre a escolha de priorizar a saúde e reorientar a vida para um capítulo mais íntimo.

O gatilho foi dramático: durante a estreia de seu espetáculo teatral, Cléry desmaiou diante do público, perdeu os sentidos e viu a turnê ser interrompida. “Temi morrer”, contou a atriz ao programa; desde então, vem realizando uma bateria de exames. Embora afirme estar melhor, ela foi enfática: decidiu deixar o teatro para sempre e concentrar-se no cuidado com a própria saúde.

Fechado o ciclo profissional, abre-se um roteiro pessoal. Depois de quatro anos de relacionamento, Corinne revelou que vai se casar com o companheiro Claudio Gentili, engenheiro, empreendedor e mestre de fitness, que mora próximo ao seu casale no campo. O enlace, que será o terceiro matrimônio da atriz, tem data provável: 25 de dezembro em Paris, seguido de festa em Provence na casa de sua irmã Florence.

Com a elegância discreta de quem escolhe refrões íntimos em vez de grandes declarações públicas, Cléry explicou: “Não me caso com Claudio por amor ou por sexo, mas porque lhe quero bem e ele sabe ficar ao meu lado com um afeto único.” A frase remete a uma semiótica afetiva onde o parceiro se torna um espelho de suporte, mais do que uma figura espetacularizada.

O tom da entrevista também atravessou um dos capítulos mais dolorosos de sua vida: a longa disputa judicial com o filho Alex. A crise começou depois de ela ter transferido bens para ele; em seguida, uma querela e um distanciamento profundo. A atriz lembrou de um momento angustiante em que contraiu um vírus potencialmente letal e solicitou ao filho que cuidasse dela, recebendo inicialmente promessas que não se concretizaram. “Sofri as penas do inferno”, disse. Apesar da ferida, mantém uma postura materna: se ele voltasse, estaria disposta a perdoá-lo e abraçá-lo.

Enquanto o anúncio do casamento e a renúncia aos palcos percorrem os noticiários, o caso de Corinne Cléry funciona como um pequeno espelho do nosso tempo: tendências de revalorização da vida privada, a centralidade da saúde e a complexidade das relações familiares em idades avançadas. A mudança também dialoga com um cenário mais amplo em que figuras públicas reescrevem seu legado, optando por um desfecho que privilegia cuidado e intimidade.

É um final de ato que soa menos como um encerramento definitivo e mais como um corte intencional no roteiro — uma decisão consciente de reescrever a própria história, longe das luzes dos palcos e numa cerimônia discreta sob o céu de Paris.

Publicada em 30 de março de 2026.