D4vd: iPhone com material pedopornográfico e novas revelações no caso do assassinato de Celeste Rivas
iPhone de D4vd contém material pedopornográfico; rapper é acusado do assassinato de Celeste Rivas encontrado em sua Tesla.
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D4vd: iPhone com material pedopornográfico e novas revelações no caso do assassinato de Celeste Rivas
Por Chiara Lombardi — O caso que tem perturbado a cena cultural e jurídica de Los Angeles ganhou ontem um novo capítulo: o iPhone do rapper D4vd, de 21 anos, identificado como David Anthony Burke, contém "uma notável quantidade de material pedopornográfico", segundo informou a Procuradoria Distrital durante audiência preliminar.
O artista, conhecido pelo hit viral de 2022 "Romantic Homicide" no TikTok, é suspeito do assassinato brutal de Celeste Rivas, cuja corpo desmembrado e em avançado estado de decomposição foi encontrado no porta-malas do carro do cantor em 8 de setembro. A promotoria detalha que Celeste, então reportada como desaparecida desde 2024 quando tinha 13 anos, teria sido morta na primavera de 2025.
Durante a audiência, a promotora Beth Silverman afirmou que o conteúdo do dispositivo móvel é parte integrante das provas. O tribunal não especificou se o material consiste exclusivamente em fotos ou vídeos de Celeste Rivas ou se envolve imagens de outros menores. Ao deixar a corte, os advogados de D4vd se negaram a comentar o teor das acusações.
D4vd foi preso após uma investigação de sete meses e compareceu à audiência vestindo o traje laranja dos detentos. Ele se declarou não culpado. A promotoria sustenta que o rapper arrisca pena de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou mesmo a pena capital, dada a gravidade do crime atribuído.
Segundo as acusações, a motivação do homicídio estaria ligada ao receio do artista em ter sua carreira arruinada, caso a relação sexual descrita entre ele e a vítima fosse tornada pública. Após o crime, o corpo teria sido desmembrado e os restos deixados por meses no porta-malas de uma Tesla, até que o forte odor levou vizinhos e funcionários a denunciar o veículo às autoridades.
O gabinete do médico legista do condado de Los Angeles concluiu, conforme os resultados da autópsia divulgados, que a causa da morte foram "múltiplas feridas penetrantes". Em nota, a família de Celeste Rivas declarou estar "absolutamente devastada" com o relatório e pediu respeito à sua privacidade.
Este caso ressoa além da crônica policial: a trajetória de um jovem artista transformada num espetáculo público torna-se, no espelho do nosso tempo, um roteiro perturbador que mistura fama viral, cultura juvenil e crimes de extrema violência. A presença de conteúdo ilícito no celular do acusado acrescenta camadas à investigação — uma semiótica do viral que agora passa a ser também evidência forense.
Enquanto o processo avança, resta acompanhar como as provas digitais — em especial o conteúdo do iPhone — serão tratadas no tribunal e que imagens ajudarão a compor o quadro fático. Mais do que um caso isolado, este episódio convida a uma reflexão sombria sobre a interseção entre exposição midiática, responsabilidade artística e a urgência de proteger menores em ambientes digitais e reais.