D4vd é preso por assassinato de adolescente encontrada no porta-malas da sua Tesla em Hollywood

Cantor D4vd (David Anthony Burke) foi preso, acusado do homicídio de Celeste Rivas Hernandez, encontrada no porta-malas de sua Tesla em Hollywood.

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D4vd é preso por assassinato de adolescente encontrada no porta-malas da sua Tesla em Hollywood

Por Chiara Lombardi — Em um desdobramento que soa como um roteiro sombrio e fragmentado da vida real, o cantor americano D4vd foi preso ontem, acusado do homicídio de Celeste Rivas Hernandez, a adolescente de 14 anos cujo corpo foi encontrado no porta-malas dianteiro da Tesla do artista em Hollywood no último setembro.

Segundo comunicado do Departamento de Polícia de Los Angeles, o músico — cujo nome verdadeiro é David Anthony Burke, hoje com 21 anos — foi detido pela Robbery-Homicide Division e permanece detido sem possibilidade de fiança. O caso será formalmente encaminhado ao escritório do promotor distrital na segunda-feira para a avaliação das acusações.

O achado macabro ocorreu após denúncias sobre um odor forte e persistente vindo de um veículo deixado em um depósito judicial. Na manhã do dia 8 de setembro, os agentes localizaram no compartimento dianteiro da Tesla um corpo desmembrado, acondicionado dentro de um saco. O automóvel, registrado em Hempstead, Texas, no nome de Burke, havia sido apreendido depois de ser abandonado nas colinas de Hollywood, onde moradores notaram o cheiro de decomposição.

A jovem havia sido dada como desaparecida no ano anterior, partindo de sua residência em Lake Elsinore, Califórnia. Autoridades do condado de Riverside informaram que ela foi vista pela última vez em abril de 2024. Após a descoberta do corpo em setembro, a polícia declarou que a causa da morte ainda não havia sido determinada, e o caso abriu uma investigação que atravessou meses até resultar na prisão anunciada ontem.

Fontes policiais também confirmaram que, após a morte de Celeste, a investigação incluiu uma possível viagem do acusado pela região de Santa Barbara durante a primavera de 2025. Em setembro daquele ano, um porta-voz do artista havia declarado que Burke estava "colaborando plenamente com as autoridades". No entanto, conforme apurado pela NBC Los Angeles em novembro, essa cooperação teria sido interrompida posteriormente.

Depois do choque inicial causado pela descoberta, Burke havia cancelado discretamente sua turnê pelos Estados Unidos e adiado a promoção de seu álbum. A prisão coloca agora um ponto de interrogação sobre o legado artístico e os processos de representação que muitas vezes transformam performers jovens em vozes públicas antes de se compreenderem as narrativas individuais — um verdadeiro espelho do nosso tempo, onde fama e tragédia se entrelaçam num mesmo enquadramento.

Mais do que a cronologia dos fatos, este caso convoca uma reflexão sobre o roteiro oculto que a cultura pop pode abrigar: o fascínio coletivo por ícones emergentes contrasta com a urgência de proteger vulneráveis e investigar com rigor. Enquanto o processo segue para o Ministério Público, resta à comunidade e aos operadores de cultura e justiça a tarefa de transformar o choque em perguntas, e as perguntas em respostas concretas.

Atualizações sobre o caso serão acompanhadas de perto: o tribunal deverá analisar as acusações na próxima semana, e a polícia pode divulgar novas informações à medida que a investigação progride.