Eurovision 2026: Corsi e Elettra Lamborghini comandam três noites, Sal Da Vinci impressiona em Viena

Eurovision 2026: Gabriele Corsi e Elettra Lamborghini apresentam Sal Da Vinci em Viena; veja as primeiras provas e a programação da RAI.

Eurovision 2026: Corsi e Elettra Lamborghini comandam três noites, Sal Da Vinci impressiona em Viena

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Eurovision 2026: Corsi e Elettra Lamborghini comandam três noites, Sal Da Vinci impressiona em Viena

O Eurovision Song Contest retorna à cobertura da RAI com transmissão em Rai 1, Rai 2, streaming em Rainews.it e RaiPlay, além de simulcast na Rai Radio2 — um evento que mais uma vez se apresenta como o grande espelho musical da Europa. Para a edição de 2026, a delegação italiana aposta em um equilíbrio entre experiência e espetáculo: o veterano Gabriele Corsi divide a apresentação com a novidade pop e midiática Elettra Lamborghini.

O cronograma italiano começa na terça-feira, 12 de maio, às 21h, com a primeira semifinal que será transmitida ao vivo em Rai 2. A segunda semifinal vai ao ar em 14 de maio, também em Rai 2, enquanto a grande final, marcada para 16 de maio, terá sua cobertura em primeira serata na Rai 1. Para os que preferem a tela digital, todas as três noites estarão disponíveis em streaming via Rainews.it e RaiPlay. Antes de cada transmissão, o público acompanha ante-estreias: às 20h15 nas semifinais (Rai 2) e às 20h35 na véspera da final (Rai 1).

No centro da atenção italiana está Sal Da Vinci, já classificado automaticamente para a final por integrar o seleto grupo do Big Five. Chegando direto dos ensaios em Viena, chegam as primeiras imagens do cantor trabalhando na Wiener Stadthalle. A canção "Per sempre sì" aposta numa encenação profundamente teatral, estruturada como um pequeno roteiro romântico em quadros, pensado para falar tanto ao público doméstico quanto ao espectador internacional do Eurovision.

Ao lado de Sal, a presença de Francesca Tocca — protagonista do videoclipe oficial — acrescenta uma dimensão performática que conecta música e narrativa visual. A direção de movimento está assinada por Marcello Sacchetta, cuja coreografia pretende traduzir a canção em imagens que emocionam sem recorrer a clichês. Nas primeiras provas, a cenografia e a iluminação apostam em contrastes: momentos íntimos iluminados de forma quase cinematográfica, entrecortados por picos dramáticos que prometem surpreender na arena vienense.

Como analista cultural, vejo nesse capítulo italiano do Eurovision mais do que uma apresentação musical: é um exercício de memória afetiva e representação nacional. A escolha de um artista como Sal Da Vinci, junto a elementos visuais e a uma coreografia choreografada por um nome conhecido da televisão e do palco, configura um desejo de narrar a Itália além dos estereótipos turísticos — um reframe onde a tradição vocal encontra o vocabulário do pop-spectáculo contemporâneo.

Em termos práticos, os fãs podem esperar três noites de cobertura ampliada pela RAI, com material exclusivo nos intervalos e comentários que misturam análise musical e momentos de entretenimento. Para quem acompanha o Eurovision como um documento cultural, as imagens dos ensaios na Wiener Stadthalle funcionam como um roteiro oculto: a encenação revela intenções, apostas estéticas e a estratégia com que cada país tenta traduzir identidade em poucos minutos de espetáculo.

Se a música é o que nos reúne, a forma como ela é contada é o que diz muito sobre quem somos no mapa cultural europeu. E nesta edição, a Itália parece determinada a contar sua história com afeto, teatro e um olhar calculado para o público global.