Final emocionante da Canzonissima: repertório, convidados e o tema 'Il successo del cuore'

Final da Canzonissima com Milly Carlucci: convidados, repertório e o tema 'Il successo del cuore' na noite decisiva da Rai 1.

Final emocionante da Canzonissima: repertório, convidados e o tema 'Il successo del cuore'

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Final emocionante da Canzonissima: repertório, convidados e o tema 'Il successo del cuore'

Chega ao clímax a maratona musical de Canzonissima, que encerra sua edição com uma grande noite de espetáculo nesta temporada. Transmitida ao vivo pela Rai 1 a partir das 21h30, a final será apresentada por Milly Carlucci direto do Auditório Rai do Foro Italico, num cenário que promete ser tão elegante quanto emblemático — um verdadeiro espelho do nosso tempo onde a música reconta trajetórias e memórias.

Na passagem para a fase decisiva, a canção vencedora da quinta edição foi “Un Senso”, interpretada por Leo Gassmann, garantindo a sua vaga na final. Ao seu lado, seguem no confronto: “La Notte” de Arisa, “Il mio canto libero” na voz de Fabrizio Moro, a já emblemática “La leva calcistica della classe '68” também por Arisa e o clássico “Caruso” interpretado por Vittorio Grigólo. É deste alinhamento de vozes e histórias que emergirá a Canzonissima campeã.

A final será estruturada em duas manches: na primeira, o objetivo é selecionar a Canzonissima da noite; na segunda, as seis vencedoras de cada episódio se confrontam para eleger a grande campeã desta edição. As canções em disputa formam uma galeria de hits e identidades, incluindo “Margherita” (Riccardo Cocciante), “Peter Pan” (Enrico Ruggeri), “Portami Via” (Fabrizio Moro), “Girasole” (Leo Gassmann), “Genitori 3” (Michele Bravi), “Mi manchi” (Fausto Leali), “Senza fare sul serio” (Malika Ayane), “Bruci la città” (Irene Grandi), “Voilà” (Elettra Lamborghini), “Canta ancora” (Arisa), “E lucevan le stelle” (Vittorio Grigólo), “Fiumi di Parole” (Jalisse) e “Servi della gleba” (Elio e le Storie Tese).

O tema proposta para a noite é “Il successo del cuore” — uma escolha consciente para que cada artista pense e revele um trecho significativo de sua carreira, curioso exercício de autobiografia musical que funciona como um roteiro oculto da vida artística. A mesa de comentaristas, convocada para decifrar e ponderar as performances, reúne nomes como Simona Izzo, Giacomo Maiolini, Caterina Balivo, Claudio Cecchetto e Francesca Fialdini, além de Riccardo Rossi e Pierluigi Pardo. Os dois últimos também farão uma breve interpretação de “E la vita la vita”, hino de 1974 de Enzo Jannacci e Renato Pozzetto popularizado por Cochi e Renato.

Num gesto que conecta a noite ao grande palco europeu, estarão presentes os apresentadores da 70ª edição do Eurovision em Viena: Gabriele Corsi e Elettra Lamborghini. Junto a eles, Sal Da Vinci representará a Itália com “Per sempre sì”. A lista de convidados também inclui Senhit, vencedora do San Marino Song Contest 2026 com “Superstar”, composta em parceria com Boy George — presença que amplia o tecido cultural do evento, lembrando como festivais e concursos funcionam como nós de uma mesma narrativa europeia.

As performances serão apoiadas por uma orquestra de 25 elementos sob a batuta do Maestro Luigi Saccà, e algumas apresentações ganharão a espetacularidade de um corpo de baile coreografado por Matteo Addino. Em conjunto, música, orquestra e coreografia constituem o aparato cênico onde se desenha o eco cultural da noite: mais do que competir, os artistas reconstroem sua memória através do canto.

Como observadora do Zeitgeist, penso que esta edição de Canzonissima funciona como um refrão coletivo sobre identidade e desejo: um palco onde o passado encontra o presente e onde o público — sempre em busca de sentido — reconhece nos intérpretes reflexos da própria história. Um final, portanto, que não é apenas um encerramento, mas um convite à vigilância cultural e ao olhar atento sobre o que a música nos conta sobre quem somos.