Franco Simone acusa Iva Zanicchi e revela 'black list' na Rai: 'Fui o artista mais caluniado depois de Mia Martini'

Franco Simone acusa Iva Zanicchi de calúnia e diz estar em 'black list' da Rai; desabafo em TikTok pede retratação pública após décadas de rumores.

Franco Simone acusa Iva Zanicchi e revela 'black list' na Rai: 'Fui o artista mais caluniado depois de Mia Martini'

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Franco Simone acusa Iva Zanicchi e revela 'black list' na Rai: 'Fui o artista mais caluniado depois de Mia Martini'

Em um desabafo longo publicado no TikTok, o cantautor italiano Franco Simone voltou a afirmar que foi vítima de calúnia e ostracismo no ambiente televisivo. Segundo o artista, ele teria sido — logo após Mia Martini — um dos nomes mais atingidos por boatos e campanhas de difamação que ainda hoje o colocariam em uma espécie de black list da Rai.

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No vídeo, Franco Simone conta ter mantido no passado uma relação próxima com a cantora Iva Zanicchi, descrevendo-a como alguém por quem nutria um afeto quase fraterno. Ele lembra que foi convidado por Zanicchi para participar de um programa televisivo e que, por consideração, aceitou o pedido para ajudá-la. "Eu a defendi muitas vezes", diz Simone, ressaltando episódios de conflito que teriam ocorrido por motivos de proteção.

Mas, conforme seu relato, a atmosfera mudou: depois de receber elogios dos colegas no ambiente profissional, Zanicchi teria adotado uma atitude contrária e, na ausência de Simone, reunido outros artistas para que eles se posicionassem contra ele. "Ela teve a ousadia de, em minha ausência, unir os colegas para se voltarem contra mim", afirma o músico.

O ponto mais contundente do desabafo é a acusação direta de que, em um momento ao vivo, Iva Zanicchi o teria acusado de chantageá-la e chegou a dizer que ele se sentia "o rei do rock". Essas palavras, segundo Franco Simone, foram o gatilho para uma narrativa pública que o perseguiu por décadas: apelidos, rótulos e a ideia de um caráter alvo de críticas. Ele relata que, com base nessas afirmações, foi rotulado pejorativamente como um "terrone" que tiraria vantagem de qualquer oportunidade.

O artista sustenta que esses episódios geraram consequências profissionais reais: convites cancelados e a existência de uma lista negra que ainda hoje explicaria sua ausência em muitos programas televisivos. "Como artista, posso ser discutido; como homem, não", declara Simone, pontuando a injustiça que sente por ser excluído sem uma chance de resposta.

Após 54 anos de acusações, Franco Simone diz que chegou a hora de falar em nome da verdade e da justiça. Ele encerra o vídeo com um apelo dirigido a Iva Zanicchi: pede que ela reflita, coloque a mão na consciência e peça perdão publicamente, contando "o mal" que, segundo ele, lhe foi feito.

Enquanto esse episódio ressoa na esfera pública, vale olhar além do confronto pessoal: é um pequeno roteiro do que chamamos de memória cultural e rumorologia coletiva — a forma como certas narrativas se cristalizam e passam a moldar carreiras. O caso de Franco Simone funciona como espelho do nosso tempo, onde a rádio, a televisão e agora as redes sociais reciclam histórias que podem definir, para o bem ou para o mal, a trajetória de um artista.

Fica, portanto, a pergunta que transcende o conflito individual: quem se responsabiliza por desmontar o roteiro oculto das calúnias e restaurar a verdade histórica, quando necessário? Para Simone, a resposta começa com um pedido de desculpas. Para o público, a reflexão é sobre como a fama e a memória se entrelaçam e se desfazem no mesmo instante.

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