Giulia Michelini revela três experiências com ayahuasca e chora oito horas em entrevista a Francesca Fagnani

Giulia Michelini revela ter tomado ayahuasca três vezes, chorado oito horas e emociona ao falar da maternidade aos 19 anos em Belve.

Giulia Michelini revela três experiências com ayahuasca e chora oito horas em entrevista a Francesca Fagnani

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Giulia Michelini revela três experiências com ayahuasca e chora oito horas em entrevista a Francesca Fagnani

Em uma conversa que mais pareceu um roteiro à beira de uma epifania, Giulia Michelini voltou a surpreender ao vivo no programa Belve, conduzido por Francesca Fagnani. A atração, que vai ao ar nesta terça-feira, 14 de abril, às 21h20 na Rai2, trouxe a atriz italiana para um depoimento sem filtros: "A gente diz que eu sou louca", ela brincou, antes de revelar experiências pessoais que reverberam como um espelho do nosso tempo.

Questionada sobre uma recente experiência “oriental” citada em declarações anteriores, Michelini foi direta: ela fez a prática curativa da ayahuasca três vezes. "Mannaggia a me, chorei oito horas seguidas, tive visões...", contou a atriz, descrevendo com a franqueza de quem lê um trecho íntimo do próprio roteiro de vida. O diálogo com Fagnani ganhou leveza em alguns momentos — "Vamos juntas?" perguntou a apresentadora, e a resposta de Giulia, entre o sério e o jocoso, foi: "Ah, os monstros, mesmo!".

Em outro lampejo de humor autodepreciativo, Michelini assumiu um hábito prosaico e humano: ela costuma rugar — perdoem a tradução do gesto — com naturalidade. "Às vezes eu acordo e ahhhh", brincou, descrevendo o ocorrido mais recente no corredor durante uma apresentação, atribuindo ao nervosismo a autoria do episódio. "É libertador", disse ela sobre esse tipo de espontaneidade corporal, e Fagnani riu: "Liberada!".

Entre a leveza do riso e a intensidade das revelações, houve espaço para um momento de grande emoção: a decisão de ser mãe aos dezenove anos. Quando a jornalista perguntou sobre a possibilidade inicial de interromper a gravidez, Giulia não conteve a emoção. "Não quero me emocionar. Sem ele eu me teria perdido", disse, resumindo em poucas palavras a força de uma escolha que definiu sua vida. É um daqueles cortes de cena que transformam a biografia em um testamento afetivo.

O episódio em Belve compõe um retrato íntimo, por vezes hilário, por vezes doloroso, que traduz a atriz como figura pública que se recusa a caber em moldes fáceis. Em sua narrativa, há a estética do confessionário e a semiótica do viral: experiências psicodélicas, humor desarmante e maternidade jovem convergem para um perfil que desafia rótulos.

Para quem busca mais do que manchetes, a fala de Giulia Michelini é um convite a olhar o porquê por trás das escolhas — uma espécie de reframe da realidade em que a fama não é palco exclusivo da vida verdadeira. A entrevista vai ao ar hoje, 14 de abril, às 21h20 na Rai2.