Heather Parisi revela: “Meu sonho é dançar um tango com Stefano De Martino”
Heather Parisi diz que sonha dançar um tango com Stefano De Martino; descarta Sanremo e comenta a TV italiana e seu vínculo com o público.
RESUMO ✦
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Heather Parisi revela: “Meu sonho é dançar um tango com Stefano De Martino”
Heather Parisi desembarcou em Veneza para receber o prêmio Diva e Donna alla Carriera e trouxe consigo um desejo surpreendente que mistura nostalgia e curiosidade do presente: «Meu sonho? Dançar um tango com Stefano De Martino» — confessou a artista em entrevista à imprensa. A frase, proferida com um sorriso, virou mote para uma reflexão sobre trajetória, palco e o lugar da dança na contemporaneidade.
Ao longo da carreira, Heather Parisi já dividiu o palco com grandes nomes da dança — dos duetos com Julio Bocca às parcerias com Raffaele Paganini — mas admite que ainda há encontros que a instigam. «Já dancei com intérpretes extraordinários. Mas o De Martino me falta; dançar com ele seria muito estimulante», disse, deixando em aberto a possibilidade de um projeto televisivo conjunto. «Depende, seria preciso conversar. Mas a proposta de dançar com ele me interessa», ponderou.
No entanto, há limites: Parisi descartou a ideia de subir no palco de Sanremo para esse encontro. «Aquele palco não é carne para meus dentes. É grande demais, há uma histeria coletiva. Não tenho vontade de viver aquela atmosfera. É uma vitrine lindíssima da canção, mas não para dançar», afirmou, traçando um contraste entre espetáculo e intimidade performática.
A conversa caminhou também para um olhar crítico sobre a televisão italiana atual. Morando em Hong Kong, Heather Parisi faz uma comparação afetiva com a TV onde trabalhou: «Conheço outra televisão, onde havia profissionais como Pippo Baudo e Raffaella Carrà. Era uma TV de profissionalismo impecável, com respeito, pontualidade, meticulosidade — feita por gente de talento, sem espaço para a recomendação». Essa memória funciona aqui como um espelho do nosso tempo, um reframe do que entendemos por televisão de qualidade.
Mesmo à distância, o vínculo com o público italiano permanece sólido. «Tenho sempre tido um relacionamento maravilhoso com o público. Quando volto à Itália, duas ou três vezes por ano, a recepção é incrível», disse a cantora e bailarina, lembrando que as manchetes não apagam essa conexão pessoal.
Nas redes sociais, seus posicionamentos costumam provocar reações energéticas. Parisi justifica: «Digo o que penso. Algumas pessoas não estão acostumadas com alguém que ama a liberdade de expressão e de viver. Não é você quem me diz como devo viver; eu decido». Ela rejeita a ideia de buscar a provocação: «Não provo; sou provocada. Eu me defendo. Eles têm comigo um rancor antigo, eu, pelo contrário, vivo com serenidade. Durmo à noite».
Por fim, reafirmou sua continuidade identitária: «Não sou polémica. Sou a mesma mulher que, há 46 anos, chegou à Itália para 'Fantastico' — naquela época era assim, e hoje continuo sendo assim». A fala traduz a coerência de uma artista que, como um roteiro antigo relido sob nova luz, mantém sua lente crítica sobre a cultura pop contemporânea.
Em suma, entre memória e desejo, Heather Parisi oferece um quadro onde o palco segue sendo espaço de encontros possíveis — nem sempre onde todos esperam, mas sempre com o mesmo pulso artístico.

