Intesa Sanpaolo abre gratuitamente as Gallerie d’Italia em Milão, Nápoles, Turim e Vicenza no 25 de abril
Intesa Sanpaolo abre grátis as Gallerie d’Italia em Milão, Nápoles, Turim e Vicenza no 25 de abril — exposições e coleções para celebrar memória e identidade.
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Intesa Sanpaolo abre gratuitamente as Gallerie d’Italia em Milão, Nápoles, Turim e Vicenza no 25 de abril
Intesa Sanpaolo oferece, em celebração ao 25 de abril, entrada gratuita nas quatro sedes das Gallerie d’Italia: Milano, Napoli, Torino e Vicenza. A iniciativa convida o público a revisitar coleções permanentes e exposições temporárias que funcionam como um verdadeiro espelho do nosso tempo, articulando memória cultural, identidade e o presente.
Em Milano está aberta a mostra fotográfica La strada per Cortina. VII Giochi Olimpici Invernali 1956, curada por Aldo Grasso. A exposição, pensada em diálogo com os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milano-Cortina 2026, recupera os fotoreportagens da Agência Publifoto sobre as primeiras Olimpíadas de inverno realizadas na Itália, em Cortina d’Ampezzo, em 1956. As imagens funcionam como um roteiro histórico que revela não só a epopeia esportiva, mas também os traços sociais e estéticos de um país em transformação.
Nas Gallerie d’Italia – Napoli segue a mostra VORTICI. Alexi Worth in dialogo con la ceramica antica, que estabelece um encontro entre a pintura contemporânea e a cerâmica antiga. Nove pinturas de Alexi Worth conversam com peças áticas e magnogregas da coleção do banco, além de fragmentos da Collezione Caputi escolhidos pelo estudioso Richard Neer (Universidade de Chicago). O tema do simposio e da gestualidade do beber torna-se um motivo para refletir sobre rituais sociais e sobre como o presente recombina formas antigas em imagens de contemplação e suspensão.
Em Torino, duas mostras ocupam os espaços das Gallerie. Nick Brandt. The Day May Break. La luce alla fine del giorno apresenta, pela primeira vez, o ciclo fotográfico completo iniciado em 2020: imagens realizadas em territórios marcados pela crise climática que compõem um discurso visual urgente sobre perda ambiental. Ao lado, Diana Markosian. Replaced traz um projeto visual profundamente autobiográfico, que investiga a perda, a memória e a construção da identidade — temas que reverberam no coletivo como feridas e pontos de reescrita.
Em Vicenza, permanece em exibição CERAMICHE E NUVOLE. Cosa le antiche ceramiche greche raccontano di noi, curada pela Associazione Illustri e prorrogada até 7 de junho. Trata-se de um projeto científico-didático inédito dedicado à valorização da coleção de cerâmicas áticas e magnogregas do Intesa Sanpaolo, que transforma objetos milenares em narrativas sobre hábitos cotidianos, estética e circulação de sentidos ao longo dos séculos.
Ao abrir as portas gratuitamente no 25 de abril, Intesa Sanpaolo ressignifica os museus como espaços de memória coletiva e debate público. Em tempos em que cultura e memória disputam lugar no palco público, essas exposições funcionam como um cenário de transformação, onde imagens e artefatos oferecem pistas para ler as continuidades e rupturas do nosso presente.
Para quem planeja visitar: é uma oportunidade não apenas turística, mas analítica — um convite a olhar além da superfície e a perceber o roteiro oculto da sociedade que as obras desenham. As sedes das Gallerie d’Italia permanecem assim pontos de encontro entre passado e futuro, onde a arte atua como lente crítica sobre quem somos e para onde vamos.