Lorenzo Balbi será o novo diretor dos Musei Civici di Verona, deixando o MAMbo após 10 anos

Lorenzo Balbi assume os Musei Civici di Verona em set/2026, deixando o MAMbo após 10 anos. Um novo capítulo para o patrimônio e a cena contemporânea.

Lorenzo Balbi será o novo diretor dos Musei Civici di Verona, deixando o MAMbo após 10 anos

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Lorenzo Balbi será o novo diretor dos Musei Civici di Verona, deixando o MAMbo após 10 anos

Por Chiara Lombardi — A nomeação de Lorenzo Balbi como novo diretor dos Musei Civici di Verona, com início previsto para setembro de 2026, marca uma virada significativa no mapa cultural italiano. A notícia, comunicada oficialmente pelo Comune di Verona, confirma a saída de Balbi do MAMbo — Museo d’Arte Moderna di Bologna — onde atuou como diretor por uma década.

Em suas primeiras palavras públicas sobre a nomeação, Balbi afirmou: “Acolho este incarico com grande onore e con un forte senso di responsabilità”. Ele agradeceu explicitamente ao prefeito Damiano Tommasi, à comissão avaliadora e ao Comune di Verona pela confiança. Para Balbi, dirigir um “sistema museale così ricco, complesso e stratificato” representa ao mesmo tempo desafio e oportunidade para transferir a experiência acumulada entre Turim e Bolonha em diálogo com instituições, artistas, curadores e comunidades locais.

O percurso profissional de Balbi é consistente com a ambição do cargo: ex-curador da Fondazione Sandretto Re Rebaudengo em Torino, presidente da AMACI — Associazione dei Musei d’Arte Contemporanea Italiani — desde 2020, e diretor artístico do ART CITY Bologna desde 2018, durante a Arte Fiera. Esse currículo revela um gestor que compreende tanto a coreografia política e institucional dos museus quanto as sutilezas curatoriais exigidas por um território culturalmente denso como Verona.

O catálogo de responsabilidades que Balbi assumirá é vasto e diverso: o sistema museal veronês integra a Arena di Verona, a Casa di Giulietta, o Museo Archeologico al Teatro Romano, o Museo Civico di Storia Naturale, o Museo degli Affreschi G. B. Cavalcaselle, o Museo di Castelvecchio, o Museo Lapidario Maffeiano e a Galleria d’Arte Moderna Achille Forti. Cada sede funciona como um espelho de camadas históricas distintas — do anfiteatro romano ao patrimônio renascentista e à produção contemporânea — exigindo uma visão que combine conservação, acesso público e inovação cultural.

Enquanto Balbi prepara a transição, o cenário que se abre em Verona pode ser lido como um reframe: um diretor formado no circuito contemporâneo que agora toma as rédeas de um repertório patrimonial e turístico de alcance internacional. É uma oportunidade para repensar a semiótica do lugar — como as narrativas históricas se entrelaçam com práticas curatoriais contemporâneas e com a experiência do público — e para testar modelos de diálogo entre arte, comunidade e território.

Para o público e para o setor cultural, a mudança simboliza também um movimento mais amplo: gestores e curadores que circulam entre centros importantes do sistema artístico italiano, reforçando redes e estratégias colaborativas. Resta observar como Balbi equilibrará as demandas de conservação e turismo em Verona com a vocação crítica e experimental que marcou sua trajetória em Bolonha e Turim.

O anúncio oficial do Comune di Verona encerra um capítulo de dez anos no MAMbo e abre outro em que a história dos museus veroneses será, possivelmente, reescrita com lentes contemporâneas. A nomeação entra em vigor em setembro de 2026; até lá, a transição institucional e programática terá papel decisivo na definição do próximo roteiro cultural da cidade.