Milo Infante estreia na Mediaset: coragem editorial, responsabilidade e a promessa 'se eu falhar será culpa minha'
Milo Infante estreia na Mediaset com 'Ore 11' e 'Verità Nascoste'; fala de liberdade editorial, ambição e assume: 'se eu falhar será culpa minha'.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Milo Infante estreia na Mediaset: coragem editorial, responsabilidade e a promessa 'se eu falhar será culpa minha'
Por Chiara Lombardi — Em uma mudança que reverbera como um novo ato numa peça já em cartaz, o jornalista Milo Infante desembarca em Mediaset trazendo na bagagem mais de 20 anos de carreira na Rai e a vontade de experimentar um formato diverso de informação. O ponto de chegada é Cologno Monzese, o estúdio onde ele diz encontrar não só espaço, mas uma disposição para tentar coisas novas.
De acordo com o cronograma anunciado, a estreia acontece na segunda-feira, 24 de agosto: Ore 11 irá ao ar todas as manhãs por volta das 10h50 em Rete4, e às 16h45 em Canale 5 será transmitido o quadro ' Verità Nascoste – Il Diario ' por duas semanas (até 4 de setembro), um aquecimento para o novo programa de grande formato. A partir de 1º de setembro, Verità Nascoste estreia em plena prime time às terças-feiras em Rete4, com foco aprofundado em crônica e investigação.
Ao descrever sua entrada, Infante adotou um tom que mistura ambição e método: trata-se, disse ele, de 'uma aposta importante' e de um projeto pensado para anos, não para dias. A experiência matinal é encarada como uma fase de teste, enquanto a prime time é a peça-chave onde concentrarão esforço e expectativa.
Em uma frase que reverbera como manifesto, Milo Infante afirmou que 'a grande informação hoje está fazendo-se na Mediaset' — e assumiu a responsabilidade pessoal pelo resultado: 'se eu falhar será culpa minha', declarou, estabelecendo um pacto de confiança com a audiência e com a equipe. Essa autoexigência funciona como espelho do nosso tempo: o jornalista fala da notícia não apenas como produto, mas como compromisso ético.
Questionado sobre a concorrência, especialmente nas terças-feiras — um dia já marcado por formatos consolidados como 'diMartedì' — Infante não negou a preocupação. Lembrou, porém, que em outras ocasiões foi possível abrir espaço mesmo diante de rivais fortes: citou a trajetória de 'Ore 14' como exemplo de um programa que encontrou seu público em meio a uma programação densa, que incluía nomes como Paolo Del Debbio, 'Piazza Pulita' (La7), Geppi Cucciari na Rai3 e até 'Don Matteo' na Rai1.
Sobre o estilo, ele foi claro: não pretende operar uma metamorfose para se adequar ao que chamam de 'estilo Mediaset' ou 'estilo Rai'. O que existe, segundo Infante, é uma coincidência entre sua abordagem jornalística — marcada por deontologia e rigor — e a linha editorial que encontrou no grupo: 'não farei um esforço para me adaptar', disse.
Por fim, a antiga sensação de contenção na Rai foi mencionada com delicada nostalgia, mas também com ênfase no novo: mais do que liberdade, Milo Infante vê na casa de Cologno um coragem de experimentar, um espaço onde a informação permanece ativa o ano todo. Como quem dirige um plano sequência num filme, ele assume o enquadramento e convida o público a olhar o roteiro oculto da sociedade — com a promessa de que, se algo não funcionar, a responsabilidade será sua.

