Oscar 2026: 'One Battle After Another' e 'Sinners' despontam como favoritos e podem igualar recorde histórico

Dois filmes da Warner Bros. dominam as previsões do Oscar 2026 e podem igualar o recorde de 14 indicações. Saiba quem são os favoritos.

Oscar 2026: 'One Battle After Another' e 'Sinners' despontam como favoritos e podem igualar recorde histórico

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Oscar 2026: 'One Battle After Another' e 'Sinners' despontam como favoritos e podem igualar recorde histórico

As votações terminaram e a expectativa se transforma em quase-revelação: a Academia está prestes a anunciar as indicações ao Oscar — e dois títulos parecem dominar a corrida. Os críticos e especialistas apontam One Battle After Another e Sinners, ambos distribuídos pela Warner Bros., como fortes candidatos a angariar uma dúzia ou mais de indicações, cobrindo categorias que vão de Melhor Filme a Melhor Ator, incluindo o recém-criado prêmio de Melhor Casting.

Há quem chegue a dizer que ambos os filmes podem se aproximar, igualar ou até superar o recorde histórico de 14 indicações — um feito até hoje dividido por Eva contra Eva, Titanic e La La Land. A presença de dois favoritos no mesmo estúdio é, por si só, um espelho curioso do momento: a Warner Bros. vive uma temporada de incertezas corporativas, no centro de uma guerra de ofertas entre Paramount Skydance e Netflix, o que dá a esse fenômeno um tom quase shakespeariano, como um grande estúdio em seu possível canto do cisne como distribuidor independente.

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Sinners, dirigido por Ryan Coogler, conhecido por Black Panther, surge como um horror de época com influências de blues e ambientado no Sul segregado dos Estados Unidos. A produção traz Michael B. Jordan no papel duplo de gêmeos que enfrentam vampiros e racismo no Mississippi dos anos 1930 — uma mistura de mitologia e história que, nas previsões, renderia a Jordan uma indicação a Melhor Ator, além de potenciais convites para o elenco, roteiro e trilha sonora. Para o especialista em premiações do Variety, Clayton Davis, o cenário está montado para que Sinners alcance números nunca antes vistos por um único filme.

Por outro lado, a temporada tem sido amplamente dominada por Paul Thomas Anderson e seu One Battle After Another. O diretor — cuja filmografia percorre de Boogie Nights a There Will Be Blood — vem colhendo prêmios em quase todas as paradas pela sua obra: um thriller bizarro sobre um revolucionário aposentado em busca da filha adolescente, imerso em um cenário de violência radical, retaliações contra imigrantes e supremacismo branco. O filme quebrou recordes já nesta temporada, sobretudo em indicações ligadas à performance masculina; Leonardo DiCaprio, protagonista e premiado no passado, aparece virtualmente certo de ganhar sua sétima indicação ao Academy.

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Enquanto isso, a Netflix não fica atrás: o serviço de streaming chega à disputa com títulos de peso, entre eles o horror monstruoso de Guillermo del Toro, Frankenstein; o drama western Train Dreams; e o musical de animação de sucesso KPop Demon Hunters. A diversidade de gêneros nesta corrida — do horror histórico ao musical animado — revela o amplo reaparelhamento do cinema contemporâneo, onde o entretenimento funciona também como crônica social.

O que está em jogo, além das estatuetas, é a narrativa que esses filmes desenham sobre nosso tempo: um roteiro oculto que conecta memória, trauma e fantasia, e que lança luz sobre tensões sociais muito reais. Em outras palavras, a corrida ao Oscar de 2026 não é apenas sobre quem ganha e quem perde — é um termômetro cultural, um pequeno delay que traduz o eco global de debates históricos e identitários.

Nas próximas horas, quando as indicações forem divulgadas, teremos o veredito da Academia. Até lá, o que se desenha é um duelo simbólico entre dois estilos de cinema — o épico introspectivo de Anderson e o horror épico-social de Coogler — ambos capazes de ressoar como um espelho do nosso tempo e, possivelmente, de reescrever estatísticas históricas.

Chiara Lombardi — Espresso Italia

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