Piero Milli assume presidência da Biennale d'Arte Fabbrile de Stia e prepara as celebrações dos 50 anos
Piero Milli é o novo presidente da Biennale d'arte fabbrile de Stia; a cidade se prepara para celebrar 50 anos de tradição entre 4 e 6 de setembro de 2026.
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Piero Milli assume presidência da Biennale d'Arte Fabbrile de Stia e prepara as celebrações dos 50 anos
Por Chiara Lombardi — A pequena cidade de Stia, no coração da Toscana, respira agora um novo capítulo de sua história cultural. A Biennale d'arte fabbrile anunciou a eleição de Piero Milli como seu novo presidente, numa transição que antecede as comemorações do cinquentenário do evento, marcado para 4 a 6 de setembro de 2026. É um momento que une memória, ofício e projeção europeia.
Nas recentes eleições para o Conselho da Associazione Autonoma per la Biennale di Arte Fabbrile Stia foram eleitos quinze membros que irão conduzir a próxima fase da Bienal: Maria Gemma Bendoni, Pier Paolo Biagiolini, Jonas Biggeri, Claudia Bresciani, Stefan Carpentier, Michela Cecconi, Laura Cocchetti, Benedetta Della Bordella, Bettina Della Bordella, Sandro Faggioli, Elena Fani, Carlo Gabrielli, Valeria Grofi, Piero Milli e Mario Sereni. Em seguida, o novo conselho escolheu por unanimidade Piero Milli como presidente e confirmou Benedetta Della Bordella como vice-presidente.
Esta nomeação representa tanto continuidade quanto renovação. Milli sucede a Maria Gemma Bendoni, que presidiu a associação por três mandatos, entre 2014 e 2026, e cujo trabalho foi reconhecido com agradecimentos públicos pela consolidação da Bienal como referência nacional e internacional. A passagem de bastão é pensada como um movimento cuidadoso: honrar um legado ao mesmo tempo em que se prepara o evento para os próximos cinquenta anos.
Piero Milli conhece a Bienal desde os primórdios. Ainda jovem, participou da antiga Mostra Mercato del Ferro Battuto, criada em 1976 e que ao longo das décadas evoluiu para a atual Biennale Internazionale d’Arte Fabbrile. A trajetória do evento reflete um roteiro de transformação — de mercado local a encontro artístico e competitivo que trouxe para Stia escultores do metal, artistas contemporâneos e mestres ferreiros de renome.
Entre as inovações que marcaram a Bienal está a introdução do Campionato Mondiale di Forgiatura, competição que potencializou a dimensão técnica e performativa do ofício. Milli atuou por anos como secretário de júri nesse campeonato e coordenou conferências com ferreiros e especialistas, acompanhando de perto a convergência entre tradição artesanal e pesquisa artística. Desde 2016, ele também integra o Conselho de Administração do RING – The Ring of European Cities of Iron Works, rede que conecta cidades europeias ligadas à cultura do ferro.
Em suas primeiras palavras como presidente, Milli agradeceu os cumprimentos recebidos e ressaltou que o cargo exigirá "muita paciência, humildade e a capacidade de se inserir no contexto, fazendo tesouro do que já foi desenvolvido". Prometeu ouvir a comunidade e trabalhar para que a Bienal mantenha sua centralidade entre competição, investigação estética e legado artesanal.
Para além das datas e nomes, a escolha de Milli simboliza uma aposta naquilo que chamo de eco cultural: a Bienal como espelho do nosso tempo, capaz de traduzir a memória do trabalho manual em narrativas contemporâneas. Ao preparar o jubileu de ouro, Stia se coloca novamente como palco onde se encontra o artesanato com a cena artística global — um pequeno grande cenário de transformação que vale a pena observar.