The Italian Society: nova orquestra swing italiana revive o espírito do Rat Pack
The Italian Society: nova orquestra swing de Diego Buongiorno estreia com 'We Are Italians' e participações de Saturnino e Ray Gelato. Álbum em outono 2026.
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The Italian Society: nova orquestra swing italiana revive o espírito do Rat Pack
Por Chiara Lombardi — Surge no cenário musical italiano uma ambiciosa reinterpretação do grande som da era do pós-guerra. Nasce The Italian Society, uma orquestra swing idealizada pelo produtor e compositor Diego Buongiorno que reúne aproximadamente 25 músicos e três vozes solistas: Coky Ricciolino, Frankie Micheli e Gabrio Gentilini. As vozes se alternam ao microfone em um estilo que remete aos cantores confidenciais do Rat Pack — uma referência que, mais do que nostalgia, funciona como espelho do nosso tempo.
O primeiro single da formação, “We Are Italians”, marca a estreia pública do projeto e já chega com participações de peso: o baixista Saturnino e o saxofonista e cantor britânico Ray Gelato, figura reconhecida no circuito internacional do swing. A gravação foi realizada entre Londres e os Forum Studios de Roma, costurando duas tradições — a britânica do revival e a italiana da canção — em arranjos que aspiram a um refinamento cinematográfico.
Os arranjos orquestrais ficaram a cargo de Tiziano Liburdi, enquanto a mistura foi assinada por Fabio Patrignani. As imagens promocionais da estreia são do fotógrafo Fabrizio Cestari, que captou a estética retro-glam do coletivo. Em suas declarações, Saturnino sublinhou a busca por verdade artística: “Musica fare, paura non avere. Quando la musica è vera, trova la sua strada” — um lema que traduz a centralidade da autenticidade na proposta do grupo. Já Ray Gelato descreveu as sessões londrinas como “un grande piacere”, elogiando o talento e a sintonia imediata com a orquestra.
O projeto se apresenta como mais do que um revival: é um exercício de re-significação cultural, um reframe do swing como linguagem atual. Em tempos de playlists efêmeras e singles virais, The Italian Society aposta no poder do arranjo coletivo, no roteiro oculto da instrumentalidade e na experiência performativa que convence pelo tecido orquestral. O single “We Are Italians” atua como carta de intenções, um manifesto sonoro que quer reposicionar a tradição vocal e big band em diálogo com o presente.
O álbum de estreia da orquestra está previsto para o outono de 2026. A expectativa é que o lançamento consolide a orquestra não apenas como projeto de espetáculo, mas como um eco cultural — uma narrativa sonora que busca conectar memória, identidade e cena contemporânea. Para os que observam o entretenimento como espelho social, The Italian Society oferece um panorama fascinante: a retomada de um gênero clássico que, nas mãos certas, revela o roteiro profundo das transformações culturais.
Fique atento: o debut promete circular entre rádios especializadas, palcos de jazz e festivais europeus, carregando a ambição de transformar a reverência pelo passado em algo vivo e relevante. Em suma, um novo capítulo na semiótica do swing italiano está sendo escrito — com orquestra, vocais e a convicção de que a música verdadeira sempre encontra seu caminho.