Uffizi anuncia novos membros do Cda: Carmen Bambach, Alessandro Campi, Carlo Deodato e Stefano Mugnai irão assessorar Simone Verde
Uffizi tem novo Cda: Carmen Bambach, Alessandro Campi, Carlo Deodato e Stefano Mugnai se juntam a Simone Verde para o mandato 2026-2031.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Uffizi anuncia novos membros do Cda: Carmen Bambach, Alessandro Campi, Carlo Deodato e Stefano Mugnai irão assessorar Simone Verde
Por Chiara Lombardi — A nomeação de um novo Conselho de Administração para as Gallerie degli Uffizi desenha um novo capítulo na cena cultural italiana. O Ministério da Cultura, por meio da assinatura do ministro Alessandro Giuli e da designação do Consiglio Superiore dei Beni Culturali, confirmou quatro nomes que integrarão o Cda no mandato 2026-2031: a historiadora da arte Carmen Bambach, o cientista político Alessandro Campi, o secretário-geral da Presidência do Conselho Carlo Deodato e o ex-deputado Stefano Mugnai.
O antigo órgão administrativo expirou em 31 de dezembro de 2025. Durante os meses seguintes, a direção das galerias ficou sob a responsabilidade exclusiva do diretor Simone Verde, que assumiu a gestão em fase transitória até a conclusão do processo de renovação. Com a oficialização do Cda, termina essa etapa provisória e inicia-se uma nova fase de governança estratégica, científica e cultural para uma das instituições museais mais emblemáticas do país.
As nomeações combinam trajetórias distintas: Carmen Bambach traz o prestígio internacional de uma das maiores especialistas em Leonardo da Vinci, abrindo perspectivas acadêmicas e curatoriais de alto nível; Alessandro Campi acrescenta a lente das ciências políticas, relevante para políticas públicas e relações institucionais; Carlo Deodato oferece experiência administrativa e proximidade com a máquina de Estado; e Stefano Mugnai soma conhecimento parlamentar e rede política.
O papel do Conselho de Administração será definir diretrizes estratégicas e científicas alinhadas às orientações do Ministério — um roteiro que impactará desde a conservação das coleções até as políticas de público, digitalização, parcerias internacionais e programação expositiva. Em termos simbólicos, trata-se de compor um novo roteiro para os Uffizi, que funcionam como um espelho do nosso tempo: espaço de memória, turismo e diplomacia cultural.
Mais do que uma mera sucessão de cargos, essa renovação sugere um reframe da realidade institucional: como filmaríamos a cena em que tradição e contemporaneidade se confrontam nas salas históricas de Florença? As escolhas curatoriais e estratégicas do próximo quinquênio serão o roteiro oculto que define prioridades — acesso, pesquisa, diálogos com o público global — e o modo como os Uffizi continuarão a projetar a imagem da Itália no exterior.
É cedo para prever todas as consequências práticas, mas a composição plural do novo Cda indica uma tentativa de equilibrar excelência acadêmica, know-how administrativo e inserção política. Resta observar como essa coalizão traduzirá diretrizes em projetos concretos: exposições temporárias, programas educacionais, acordos internacionais e investimentos em conservação e tecnologias digitais.
Para o diretor Simone Verde, a parceria com o Conselho será crucial para tirar do papel ambições que atravessam o tempo — preservar o passado enquanto se pensa o futuro dos museus. Em suma, os nomes anunciados prometem compor um conjunto onde a cultura não é apenas entretenimento, mas um dispositivo de sentido e política pública, um verdadeiro cenário de transformação.
— Chiara Lombardi