Caporalato: Capone elogia medidas da ministra Calderone e pede mais Estado, fiscalização e trabalho regular

Capone (Ugl) apoia medidas da ministra Calderone contra o caporalato: mais Estado, fiscalização, tecnologia e proteção para denunciantes.

Caporalato: Capone elogia medidas da ministra Calderone e pede mais Estado, fiscalização e trabalho regular

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Caporalato: Capone elogia medidas da ministra Calderone e pede mais Estado, fiscalização e trabalho regular

Paolo Capone, secretário-geral da Ugl, manifestou apoio às ações anunciadas pela ministra do Trabalho Marina Calderone para enfrentar o caporalato. Em declaração oficial, Capone avaliou que os passos propostos são corretos e exigem o respaldo de todas as instituições comprometidas com a legalidade e a proteção dos trabalhadores.

Segundo o dirigente sindical, o combate ao caporalato não se faz apenas com palavras de ordem: demanda instrumentos operacionais, maior presença do Estado e uma fiscalização eficaz. "São necessárias mais inspeções, melhor coordenação entre as bases de dados públicas, uso inteligente da tecnologia, proteção real para quem denuncia e apoio às empresas que optam pela legalidade", declarou Capone.

Capone salientou a importância de reforçar as atividades de inspeção com ferramentas inovadoras, citando explicitamente a utilização de drones, o cruzamento de bases de dados e a análise preventiva dos fatores de risco. "O caporalato deixou de ser uma prática exclusivamente ligada al campo: transformou-se numa rede criminosa e parasitária que se adapta, altera formas e explora fragilidades sociais, a necessidade de trabalho, a irregularidade habitacional e a fragilidade territorial", explicou.

Na visão de Capone, é preciso um Estado capaz de "ver antes, intervir melhor e punir com maior severidade quem organiza a exploração". Essa leitura incorpora uma metáfora de gestão: assim como a calibragem precisa é essencial para o motor de um veículo de alta performance, a calibragem das políticas públicas e da fiscalização é decisiva para a eficiência do combate ao crime laboral.

O líder da Ugl também enfatizou que o Governo demonstra atenção concreta a uma chaga social que atinge sobretudo as áreas mais frágeis, mas que hoje assume formas novas também fora da agricultura tradicional. Para Capone, a solução passa por construir um modelo fundado na legalidade, na segurança, na dignidade e no pagamento de um salário justo.

Do ponto de vista econômico e de desenvolvimento, a erradicação do caporalato é uma peça-chave para a melhoria do ambiente de negócios e para a sustentação do motor da economia regional. A presença de exploração trabalhista funciona como um freio à produtividade, distorce concorrências e reduz a atratividade de investimentos sérios. A estratégia proposta — combinando tecnologia, dados e proteção de denunciantes — representa uma aceleração de tendências rumo à transparência e à governança eficaz.

Capone concluiu ressaltando a necessidade de políticas integradas: "É essencial combinar prevenção, repressão e incentivos à formalização do trabalho. Só assim conseguiremos romper as cadeias que sustentam a exploração e devolver dignidade a milhares de trabalhadores". A Ugl se coloca disponível para colaborar com iniciativas que tornem realidade esse design de políticas públicas.

Em suma, a posição de Capone e da Ugl é clara: apoiar as medidas da ministra Calderone, reforçar o papel do Estado, ampliar os controles e promover o trabalho regular como pilares indispensáveis para derrotar o caporalato.