Cavo (Confcommercio) no Eco-Festival: “Centros históricos são identidade do país”
Alessandro Cavo (Confcommercio) no Eco‑Festival destaca que a regeneração dos centros históricos e do comércio local é vital para a identidade e sustentabilidade do país.
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Cavo (Confcommercio) no Eco-Festival: “Centros históricos são identidade do país”
Por Stella Ferrari — Em Roma, durante a nova edição do Eco‑Festival da Mobilidade Sustentável e das Cidades Inteligentes, que decorre nos dias 15 e 16 de setembro na Semana Europeia da Mobilidade 2026, Alessandro Cavo, delegado da Confcommercio para os centros históricos e a regeneração urbana, reafirmou uma mensagem estratégica: os núcleos históricos das cidades são parte indissociável da identidade nacional.
“Trouxemos as instâncias da Confcommercio ao Eco‑Festival. Referem‑se à regeneração urbana e aos centros históricos porque queremos afirmar com dignidade e muito orgulho que eles fazem parte da identidade do País. Sem o comércio de proximidade, sem as pequenas lojas, sem essa extraordinária infraestrutura social, o Belpaese não seria tal”, disse Cavo, em tom firme e direto.
Como economista com visão de mercado, eu traduzo essa afirmação em termos de motor econômico: o comércio local funciona como o bloco de cilindros da economia urbana — sua eficiência condiciona a performance do conjunto. A proposta da Confcommercio, levada ao Eco‑Festival, é que a regeneração do tecido comercial é a alavanca mais eficiente para a regeneração de toda a cidade e, em consequência, do sistema‑país.
Na intervenção, Cavo sublinhou a necessidade de reconhecimento público e institucional: «Estamos aqui para que seja reconhecido também pela opinião pública, pelos stakeholders, que uma regeneração do nosso tecido comercial é o melhor modo de regenerar todo o sistema país e as nossas cidades, que se tornariam mais habitáveis, mais sustentáveis». Essa frase sintetiza uma estratégia de políticas públicas que combina design urbano, apoio ao pequeno empreendedor e medidas de mobilidade sustentável — uma calibragem fina entre atores públicos e privados.
Do ponto de vista prático, a agenda apresentada na conferência aponta para intervenções que preservem a identidade arquitetônica ao mesmo tempo em que removam os freios que travam a iniciativa privada local: simplificação regulatória, estímulos ao investimento em loja física e digital, e sinergia entre mobilidade e comércio. Em outras palavras, transformar cada centro histórico em um laboratório de alta performance urbana, onde a sustentabilidade é tanto ambiental como econômica.
O papel do comércio de proximidade vai além da economia; ele é uma infraestrutura social que mantém tecido comunitário, oferece serviços essenciais e alimenta o capital social das cidades. Perder esses elementos seria como desengatar a marcha‑ré de um projeto de desenvolvimento: a velocidade cai e o trajeto se torna mais arriscado.
Ao final, a mensagem de Cavo é um chamado à ação coordenada: reconhecer o valor simbólico e econômico dos centros históricos, priorizar políticas de regeneração urbana integradas e tratar o comércio local como peça-chave para uma economia urbana mais resiliente e sustentável.
Em termos de estratégia de comunicação e política pública, essa é uma mensagem que exige tradução operacional imediata — e o Eco‑Festival, por reunir stakeholders do setor, é a plataforma adequada para dar essa aceleração às propostas.

