Domenico Mastrolitto (Campus Bio‑Medico Spa): Regeneração urbana e centralidade da pessoa no motor do nosso modelo
Domenico Mastrolitto explica como regeneração urbana e centralidade da pessoa orientam o modelo do Campus Bio‑Medico para revitalizar periferias.
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Domenico Mastrolitto (Campus Bio‑Medico Spa): Regeneração urbana e centralidade da pessoa no motor do nosso modelo
Por Stella Ferrari — Em um diagnóstico preciso sobre as periferias e as estratégias urbanas contemporâneas, Domenico Mastrolitto, Diretor‑Geral do Campus Bio‑Medico Spa, reafirma que a regeneração urbana e a centralidade da pessoa são os eixos que orientam o modelo de intervenção da instituição. Para Mastrolitto, as periferias não são apenas pontos no mapa: são estruturas complexas onde a capacidade de intervenção pública e privada determina a qualidade de vida e a resiliência social.
Na visão de quem gere um operador ligado à saúde e ao desenvolvimento territorial, é preciso pensar a cidade como um sistema — um motor da economia com múltiplos pistões: mobilidade, habitação, serviços de saúde e emprego. Segundo ele, a eficácia da regeneração urbana depende da calibragem dessas peças, com políticas que removam os 'freios fiscais' e promovam um design de políticas capaz de acelerar a convergência entre investimento e impacto social.
Mastrolitto destaca três vetores práticos que compõem seu modelo: integração entre serviços assistenciais e comunitários; requalificação do espaço público ligada a soluções habitacionais; e atração de investimento privado com contrapartidas sociais claras. "A prioridade é sempre a pessoa", diz ele: a centralidade da pessoa significa planejar ações que coloquem o bem‑estar, a saúde e a mobilidade dos cidadãos no centro do projeto, não como apêndice.
O executivo sublinha a importância das parcerias institucionais. Em áreas periféricas, a intervenção bem‑sucedida exige sinergia entre municípios, operadores de saúde, investidores e associações locais. É uma arquitetura de governança em que cada ator assume responsabilidades calibradas: o setor público define as regras e garante infraestrutura básica, enquanto o privado financia, desenvolve e assegura eficácia operacional — sempre com métricas de impacto social e indicadores de desempenho claros.
No plano do design urbano, Mastrolitto aponta para soluções de proximidade que potencializam a qualidade de vida: redes de serviços de saúde integrados a núcleos de economia local, espaços públicos que favoreçam coesão e segurança, e intervenções paisagísticas e de mobilidade que reduzam tempos de deslocamento. Essas escolhas, segundo ele, funcionam como a aceleração de tendências positiva: quando bem executadas, multiplicam o retorno social e econômico.
Do ponto de vista financeiro, o Diretor‑Geral defende modelos híbridos de financiamento que conciliem retorno compatível para investidores e forte componente de impacto social. "Não se trata de filantropia desconectada, mas de investimento de alta performance que respeita a dignidade das pessoas e gera valor sustentável", afirma. A lógica é similar à engenharia de alto desempenho: precisão, previsibilidade e manutenção constante.
Encerrando, Mastrolitto propõe uma agenda prática para políticas públicas: priorizar projetos com indicadores mensuráveis de bem‑estar; facilitar instrumentos de financiamento público‑privado; intensificar a participação comunitária nas decisões; e promover programas que integrem saúde, habitação e emprego. É um manual de operação para transformar periferias em motores locais de desenvolvimento.
Como estrategista de mercado, observo que essa abordagem combina sensibilidade social e disciplina econômica — um equilíbrio essencial para transformar intenções em resultados concretos. A rigeneração urbana com centralidade da pessoa não é apenas um ideal ético, é uma estratégia de alto rendimento para cidades mais justas e competitivas.