Com corte menor nas alíquotas, gasolina sobe para €1,95/l na autoestrada; diesel segue em €2,10

Corte menor nos impostos faz gasolina subir para €1,956/l na autoestrada; diesel mantém desconto. Impacto imediato nos preços entre 1º e 3 de maio.

Com corte menor nas alíquotas, gasolina sobe para €1,95/l na autoestrada; diesel segue em €2,10

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Com corte menor nas alíquotas, gasolina sobe para €1,95/l na autoestrada; diesel segue em €2,10

Por Stella Ferrari — A recente revisão do corte nos impostos sobre combustíveis traduziu-se imediatamente em pressão sobre as bombas: a gasolina disparou, porque o desconto sobre as alíquotas caiu para 5 cêntimos, enquanto o diesel manteve-se com um desconto de 20 cêntimos. É o quadro que emerge dos dados mais recentes divulgados pelo Ministério das Empresas e do Made in Italy, que documentam um repentino ajuste entre 1º e 3 de maio.

Na rede comum, em modo self-service, a gasolina saltou de €1,754 para €1,890 por litro — um aumento de 13,6 cêntimos em apenas dois dias. O movimento é ainda mais nítido nas autoestradas, onde o preço médio passou de €1,809 para €1,956 por litro (+14,7 cêntimos). A dinâmica do diesel foi completamente distinta: na malha rodoviária o preço caiu levemente de €2,050 para €2,047 por litro, enquanto nas autoestradas houve um acréscimo marginal, de €2,113 para €2,117.

Essa assimetria entre os dois combustíveis traduz, em termos técnicos, a alteração da alavanca fiscal. O decreto publicado no sábado em Diário Oficial confirma a prorrogação do desconto de 20 cêntimos no preço do diesel e reduz a queda de impostos sobre a gasolina para 5 cêntimos — o que representa um impacto de cerca de 6 cêntimos quando se inclui o IVA — válido até 10 de maio. Um subsequente decreto ministerial deverá estender a redução fiscal até 22 de maio. O resultado: o diferencial entre gasolina e diesel alarga-se rapidamente depois de meses em que ambos se moviam em maior sintonia, sobretudo após a última lei de Orçamento ter equiparado as alíquotas do diesel às da gasolina.

“Uma pancada para quem volta do feriado de 1º de maio”, acusa Massimiliano Dona, presidente da Unione Nazionale Consumatori. Dona calcula que, já no primeiro dia útil de aplicação do decreto, a gasolina self nas autoestradas subiu 9,8 cêntimos por litro em relação ao dia anterior — o que corresponde a €4,90 a mais num tanque de 50 litros. Ele ainda advertiu que muitos postos self-service, sobretudo aos domingos, podem ainda não ter atualizado preços, o que indica possibilidade de novos reajustes.

Se, no cálculo das médias, forem incluídas as províncias de Bolzano e Trento, o aumento na rede rodoviária chega a 7,6 cêntimos — equivalentes a €3,80 por 50 litros. Em termos absolutos, a gasolina atinge €1,956 na autoestrada e €1,893 na rede rodoviária (incluindo Bolzano e Trento), níveis superiores à média de 2023, ano que ficou marcado por preços médios de €1,865.

Do ponto de vista da política econômica, trata-se de uma calibragem fiscal que acelera certos setores do mercado e aciona os freios em outros. Em vez de aplicar medidas direcionadas a recuperar receitas extraordinárias de lucros marginais originados pela crise geopolítica, o governo optou por reduzir o corte para a gasolina — uma escolha que pesa diretamente no bolso dos consumidores e altera o equilíbrio da demanda.

Em suma, a recente mudança sancionada em decreto é um ajuste fino na arquitetura tributária dos combustíveis, mas com consequências tangíveis de curto prazo: a gasolina assume um comportamento de alta imediata, enquanto o diesel mantém maior estabilidade graças ao desconto mais amplo. No motor da economia, essa redistribuição de preço influencia padrões de consumo, custos logísticos e, por consequência, a margem de manobra para futuras políticas de correção.