GIC em Piacenza supera expectativas: mais de 6.000 visitantes, 330 expositores e impulso à resiliência da cadeia do concreto
GIC em Piacenza: 6ª edição com 6.000+ visitantes, 330 expositores e foco em resiliência, energia e inovação para o setor do concreto.
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GIC em Piacenza supera expectativas: mais de 6.000 visitantes, 330 expositores e impulso à resiliência da cadeia do concreto
Por Stella Ferrari, Economista Sênior - Espresso Italia
A 6ª edição do GIC - Giornate Italiane del Calcestruzzo e degli Inerti da Costruzione e Demolizione - consolidou-se como um verdadeiro motor de tendências para o setor de construção europeu. Entre 16 e 18 de abril, os pavilhões do Piacenza Expo foram palco de uma intensa troca técnica e comercial que atraiu mais de 6.000 visitantes únicos, segundo estimativas dos organizadores.
Os números comprovam a aceleração do evento: 330 empresas expositoras, um aumento de +27% em relação a 2024, e uma área líquida expositiva de 9.328 m² (+22%). Cresceu também a participação internacional, com 64 expositores estrangeiros (+33%). Estes indicadores não apenas demonstram expansão quantitativa, mas atestam a qualidade e a relevância da mostra para operadores e decisores do setor.
Fabio Potestà, diretor da Mediapoint & Exhibitions, destacou a leitura estratégica desse resultado: em um panorama marcado por tensões geopolíticas e incertezas sobre orçamentos de viagem, registrar um balanço positivo é um sinal encorajador. "Nos primeiros dois dias, e até a véspera do encerramento, registramos números recordes de participação, que nos levam a estimar o superamento dos 6.000 visitantes únicos em três dias, com forte presença de público e expositores estrangeiros. A qualidade dos visitantes, todos operadores altamente qualificados, confirma o valor do encontro", afirmou Potestà.
Além da exposição, a programação técnica — com 16 congressos de alto nível — funcionou como um verdadeiro banco de provas para o setor. Em mesas e painéis, discutiu-se desde inovação em maquinário e tecnologias de pré-fabricação até práticas de demolição, transporte, reciclagem de agregados e pavimentações contínuas. O evento reforçou seu papel de plataforma de diálogo entre empresas, instituições e o mundo técnico.
O impacto do conflito no Oriente Médio foi um dos eixos do debate, evidenciando pressões sobre custos energéticos e riscos de fornecimento de materiais estratégicos para a construção. Essa conjuntura ampliou discussões sobre resiliência de cadeias produtivas e a necessidade de políticas que garantam autonomia e segurança de abastecimento. Paralelamente, eventos recentes que realçaram a fragilidade do território e das infraestruturas italianas recolocaram com urgência o tema da segurança e manutenção das obras.
Em sua intervenção, Potestà apontou que a organizadora seguirá investindo em eventos focados em temas estratégicos como energia e inovação industrial — do nuclear às tecnologias para a transição energética — setores que são centrais para a competitividade do sistema produtivo e para a calibragem das políticas industriais e energéticas do país.
A presença renovada de institutos e corporações, incluindo a Aeronáutica Militar Italiana, sublinha a dimensão europeia e a autoridade técnica do GIC. Em termos práticos, a feira funcionou como um ponto de convergência para empresários que buscam soluções de ciclo completo — do projeto à manutenção — e para formuladores que precisam alinhar estratégia industrial, segurança de fornecimento e eficiência de recursos.
Em síntese, a edição que fechou em Piacenza não apenas cresceu em números, mas acelerou debates essenciais para a estabilidade das filiais do calcestruzzo e dos agregados, colocando a inovação e a resiliência como prioridades no design das próximas políticas setoriais. Foi, em linguagem automotiva, uma demonstração de potência e afinação: o motor da economia da construção girou em marcha alta, com atenção redobrada à manutenção e à estratégia de longo prazo.