Inteligência artificial corta 35% dos acidentes em grandes canteiros, revela estudo

Estudo mostra que a inteligência artificial reduziu 35% dos acidentes em grandes canteiros; digitalização e prevenção impulsionam segurança e eficiência.

Inteligência artificial corta 35% dos acidentes em grandes canteiros, revela estudo

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Inteligência artificial corta 35% dos acidentes em grandes canteiros, revela estudo

Por Stella Ferrari — A adoção de inteligência artificial nos processos operacionais dos canteiros tem mostrado um efeito tangível sobre a segurança: segundo o estudo Work Safety in Construction and the Impact of AI, antecipado à Giornata Mundial della Sicurezza sul Lavoro (28 de abril), houve redução de até 35% nos infortúnios em grandes canteiros.

Os dados confirmam que a tecnologia está se constituindo como um componente estratégico para tornar canteiros e instalações mais seguros, eficientes e sustentáveis. A integração de ferramentas baseadas em inteligência artificial aprimora a proteção dos trabalhadores, permite ambientes mais controlados e eleva a cultura de prevenção — elementos que juntos atuam como uma calibragem fina no motor da economia do setor da construção.

Em particular, o estudo evidencia que sistemas de monitoramento contínuo, análises preditivas e suporte remoto contribuem não só para detectar riscos em tempo real, mas para antecipar eventos e orientar decisões operacionais com maior precisão. É essa transição de uma gestão reativa para uma abordagem proativa e preditiva que, na prática, explica a queda significativa nos índices de acidentes.

Empresas líderes dos setores da construção, de elevadores e de escadas rolantes têm acelerado seus investimentos em digitalização e modernização, priorizando soluções que complementem a atuação humana, apoiem técnicos em campo e consolidem a cultura de segurança. Marco De Flora, Service Director da KONE Itália & Ibéria — grupo presente em mais de 70 países — afirma: "A inteligência artificial representa uma verdadeira mudança de paradigma. Permite migrar de uma gestão tradicional para um modelo proativo e preditivo, apoiando decisões e melhorando as condições de trabalho cotidianas. A tecnologia torna-se, assim, uma ferramenta concreta a serviço das pessoas".

O impacto econômico acompanha o avanço tecnológico. Estimativas da Grand View Research projetam que o mercado global de IA aplicada à construção tende a alcançar US$ 16,96 bilhões até 2030, um indicador claro de que segurança, eficiência e inovação tecnológica são os trilhos que conduzem a transformação do setor.

Entretanto, como bem observa De Flora, a tecnologia é um acelerador essencial, mas a base da segurança continua sendo uma cultura corporativa consolidada: formação contínua, atenção diária e comportamentos conscientes. A estratégia adequada combina ferramentas digitais com práticas humanas robustas — uma espécie de design de políticas e processos que funciona como uma central de controle, ajustando a velocidade sem perder a estabilidade.

Na prática, a adoção de inteligência artificial nas obras abrange desde sensores e câmeras inteligentes até algoritmos que analisam padrões de comportamento, condições ambientais e o estado das máquinas. O resultado é um canteiro mais inteligente, com fluxos operacionais otimizados e respostas mais rápidas a potenciais falhas. Para executivos e investidores, isso significa redução de riscos, menor sinistralidade e ganhos de produtividade — a combinação perfeita entre segurança e performance.

Em resumo, a IA está afinando os freios fiscais do risco operacional e oferecendo maior tração à produtividade do setor. O desafio para os gestores é integrar essas tecnologias com governação, treinamento e mudanças de cultura que garantam que o avanço técnico reverta em benefícios reais e sustentáveis para as pessoas que constroem nossas cidades.