Michele Morganti (Generali Investments): Visão construtiva sobre ações — AI, crescimento e lucros sustentam o rali
Michele Morganti (Generali): visão construtiva para ações; AI, crescimento e lucros sustentam o rali, com preferência por tech EUA, Alemanha e emergentes.
RESUMO ✦
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Michele Morganti (Generali Investments): Visão construtiva sobre ações — AI, crescimento e lucros sustentam o rali
Stella Ferrari — Michele Morganti, Senior Equity Strategist da Generali Investments, mantém uma posição construtiva para os mercados acionários, apontando que a combinação de AI, crescimento econômico e aumento dos lucros corporativos funciona como motor para novos ganhos. Em suas observações, Morganti destaca que, apesar de avaliações elevadas, há oportunidades em tecnologia dos EUA, na Alemanha, em mid caps americanas e em determinados mercados emergentes.
O estrategista ressalta que, após o anúncio do acordo entre Estados Unidos e Irã, o contexto global para as ações permanece favorável. A onda de inovação impulsionada pela inteligência artificial (AI) vem estimulando não apenas o setor de tecnologia, mas todo o complexo manufatureiro, oferecendo uma aceleração de tendências que repercute na produtividade e nas margens.
Do ponto de vista macro, a economia dos Estados Unidos se apresenta sólida e as economias emergentes mostram uma resiliência superior à observada em crises anteriores. A Europa tem sido um ponto de fraqueza relativa, contudo a recente correção nos preços de energia deve contribuir para a melhoria das perspectivas do continente.
Nos fundamentals, Morganti salienta a robustez das empresas tanto nos EUA quanto na União Europeia: forte geração de caixa, níveis de alavancagem contidos e elevada rentabilidade. As revisões de lucro por ação (EPS) registraram um robusto rebote na temporada de resultados do primeiro trimestre, suportadas por custos unitários de trabalho controlados e pela manutenção do poder de precificação — elementos que preservam os margens.
Embora as valuações se situem acima das médias históricas, o excedente é menor na Europa e o universo de tecnologia americano ainda apresenta uma relação risco-retorno atraente no curto prazo. Os chamados “Magnificent 7” continuam interessantes também em termos de relação PEG, segundo Morganti.
Em termos de alocação, Generali Investments recomenda um moderado sobrepeso em ações, apoiado por condições financeiras favoráveis e por uma pipeline sólida de operações de M&A. Os modelos de machine learning do time seguem preferindo ações a títulos. Dentro da bolsa, a preferência recai sobre technology dos EUA, Alemanha (DAX e MDAX), mid-caps americanas e mercados emergentes selecionados, como Coreia, Polônia e China.
Para o horizonte de 12 meses, a expectativa é de retornos totais de aproximadamente 7% para o S&P 500 e 9% para os mercados da Área do Euro. Caso as projeções de lucros se confirmem, o potencial de alta pode chegar a cerca de 13% e 16%, respectivamente. Os riscos principais citados por Morganti são um possível aumento mais acentuado das taxas de juros e um retorno sobre os investimentos em AI inferior ao esperado — fatores que atuariam como freios fiscais e exigiriam uma nova calibragem de políticas monetárias.
Em suma, a mensagem é de confiança técnica: a AI representa um potente driver de crescimento, a mecânica dos lucros está robusta e a diversificação geográfica e por capitalização é o que, na visão de Morganti, mantém o portfólio alinhado com uma trajetória de valorização controlada.