Mercado celebra renovação de Lovaglio na direção da Rocca Salimbeni; ações do MPS disparam 4,6% a €8,61
Mercado reage à recondução de Lovaglio no comando do MPS; ações disparam 4,6% a €8,61 com apoio de Delfin e Banco BPM.
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Mercado celebra renovação de Lovaglio na direção da Rocca Salimbeni; ações do MPS disparam 4,6% a €8,61
Em uma assembleia decisiva, os acionistas confirmaram Luigi Lovaglio como administrador delegado do Monte dei Paschi di Siena (MPS), decisão que foi imediatamente saudada pelo mercado. O título da banca toscana encerrou a sessão em Milão em alta de 4,6%, atingindo €8,61 — uma das cotações mais elevadas desde meados de 2022.
A recondução de Lovaglio, proposta pela lista do pequeno acionista Tortora (PLT), recebeu apoios significativos no tabuleiro do chamado "Risiko" bancário, entre os quais se destacaram a holding da família Del Vecchio, Delfin, e o Banco BPM. Segundo fontes, Delfin enfatizou não ter jamais colocado em dúvida a liderança de Lovaglio, destacando um relacionamento de longa data e objetivos estratégicos alinhados com a continuidade de gestão.
Fontes de bastidor reforçam que Delfin buscou se distanciar de interesses de Caltagirone, citando "objetivos estratégicos diferentes", e, assim, se protegeu de potenciais implicações relacionadas a investigações sobre concertação, conduzidas pela Procuradoria e pela Consob.
O resultado prático da assembleia foi a eleição do novo conselho de administração liderado por Lovaglio. A lista PLT Holding prevaleceu com 49,55% dos votos, elegendo oito conselheiros, entre eles o candidato a presidente Cesare Bisoni, Flavia Mazzarella, Livia Amadani Alberti, Massimo Di Carlo, Patrizia Albano, Carlo Corradini, Paola Leoni Borali e o próprio Lovaglio.
Da lista do conselho anterior, que obteve cerca de 38% dos votos, foram eleitos nomes de destaque como Fabrizio Palermo, Nicola Maione, Corrado Passera, Carlo Vivaldi, Paolo Boccardelli e Antonella Centra. O assento remanescente entre os 15 membros será ocupado por Paola De Martini, indicada pela lista de Assogestioni e apoiada por alguns investidores institucionais.
Compareceram à votação pouco menos de 65% do capital social. Notória foi a ausência dos representantes da família Benetton, que, apesar de analistas terem antecipado seu apoio a Lovaglio, não participaram presencialmente da assembleia.
Do ponto de vista do mercado, a confirmação do comando executivo representa mais do que um acordo político: trata-se de uma sinalização de continuidade estratégica em um momento em que a calibragem de riscos e a governança corporativa atuam como o motor da confiança entre investidores. A valorização de cerca de 4,6% no preço das ações reflete essa aceleração de tendências, onde a gestão comprovada funciona como uma espécie de sistema de tração que permite equilibrar impulso de mercado e estabilidade operacional.
Em declarações após a votação, membros pró-PLT sublinharam ser "um problema desnecessário excluir Lovaglio" e que a aposta é na continuidade do trabalho já realizado, estratégia que, na visão de muitos investidores, reduz a probabilidade de mudanças bruscas de rumo e de freios fiscais imprevistos que poderiam impactar o balanço.
Para os próximos meses, a atenção de investidores e reguladores seguirá sobre os movimentos societários e sobre como a nova composição do conselho traduzirá a estratégia operacional da Rocca Salimbeni no contexto de consolidação do sistema bancário italiano.