Paolo Capone (UGL) no Festival del Lavoro: é preciso um novo pacto social para gerir inovação e transições

Paolo Capone (UGL) no Festival del Lavoro defende um novo pacto social para gerir inovação, formação e transição justa no mercado de trabalho.

Paolo Capone (UGL) no Festival del Lavoro: é preciso um novo pacto social para gerir inovação e transições

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Paolo Capone (UGL) no Festival del Lavoro: é preciso um novo pacto social para gerir inovação e transições

No Festival del Lavoro realizado em 22 de maio de 2026, o sindicalista Paolo Capone, líder da UGL, enfatizou a urgência de um novo pacto social para governar a inovação e as múltiplas transições que moldam o mercado de trabalho contemporâneo. Com a precisão de quem calibra um motor antes de uma longa viagem, Capone argumentou que as políticas públicas e o diálogo social precisam ser redesenhados para acompanhar a aceleração tecnológica e as exigências ambientais.

Na intervenção, Capone destacou que a transformação digital e a transição verde não são, per se, neutras para os trabalhadores: exigem formação contínua, redes de proteção adaptadas e um desenho institucional capaz de administrar riscos e oportunidades. Para além de discursos técnicos, a proposta central do líder da UGL foi política: reabrir espaços de negociação entre governo, empregadores e sindicatos para construir consensos duradouros sobre emprego, qualificação e bem-estar social.

Como estrategista que conhece tanto o circuito da política quanto o terreno da produção, Capone insistiu que o novo pacto social deve articular investimentos em capacitação profissional, incentivos à inovação com contrapartidas sociais e um sistema de proteção capaz de amortecer impactos setoriais. A metáfora foi direta: sem calibragem fina das políticas, o motor da economia pode perder torque justo quando mais se exige aceleração.

Entre os pontos levantados no debate estiveram a importância da formação ao longo da vida, a necessidade de políticas ativas de emprego e a urgência de financiar a transição energética sem transferir todo o custo para os trabalhadores. Capone também sublinhou a centralidade do diálogo social como mecanismo de legitimação das mudanças — um freio e um acelerador ao mesmo tempo: capaz de frear excessos e acelerar reformas úteis, desde que resultem em ganhos compartilhados.

Enquanto líder sindical, Capone frisou a responsabilidade das corporações e do Estado em garantir que a inovação seja sinônimo de progresso inclusivo. Propôs instrumentos práticos, como programas públicos-privados de requalificação, cláusulas de salvaguarda em acordos setoriais e fundos de transição destinados a regiões e segmentos mais vulneráveis. Essas propostas foram apresentadas como parte de um roteiro para transformar riscos em oportunidades, preservando coesão social e produtividade.

Do ponto de vista macroeconômico, a mensagem de Capone dialoga com o debate sobre como combinar estabilidade fiscal e estímulos seletivos à modernização: a política econômica precisa ser vista como design de alta precisão, onde juros, impostos e gasto público são calibrados para sustentar crescimento com inclusão.

Em um panorama em que a inovação acelera e as estruturas produtivas se redesenham, a proposta do líder da UGL ressoa como convocação para liderança coletiva. Não se trata apenas de proteger empregos do passado, mas de projetar caminhos para empregos do futuro — com regras claras, formação robusta e pactos sociais que transformem transições em trampolins de prosperidade.

Eu, Stella Ferrari, acompanho esse debate com a convicção de que apenas uma governança estratégica e de alta performance permitirá que a economia prossiga com potência e equidade. O desafio é técnico e político: desenhar políticas que funcionem com a precisão de um motor bem ajustado, capazes de conduzir a sociedade à próxima fase com segurança e vigor.