Segurança no trabalho: Capone (UGL) elogia iniciativa do Governo e pede prioridade à prevenção

Capone (UGL) elogia medidas do Governo e pede prioridade à prevenção e formação para reduzir acidentes de trabalho, após tragédia no Mantovano.

Segurança no trabalho: Capone (UGL) elogia iniciativa do Governo e pede prioridade à prevenção

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Segurança no trabalho: Capone (UGL) elogia iniciativa do Governo e pede prioridade à prevenção

Paolo Capone, Secretário-Geral da UGL, saudou com firmeza as comunicações da Ministra do Trabalho, Marina Elvira Calderone, na Ula da Camera, destacando o compromisso do Governo em reforçar a segurança nos locais de trabalho por meio da difusão da cultura de proteção, do fortalecimento da formação, da vigilância e da valorização das empresas exemplares.

Na visão de Capone, é imperativo deslocar o modelo de atuação do tradicional reparo pós-acidente para uma arquitetura preventiva: investir em formação contínua, em inovação tecnológica, na qualificação das empresas e nas capacidades de identificar riscos antes que se transformem em tragédias. Esta mudança de paradigma é, nas palavras da secretária, a calibragem necessária no motor da economia para proteger capital humano e produtividade.

O episódio mais recente que reforça essa urgência foi a tragédia no Mantovano, onde um trabalhador agrícola perdeu a vida durante a colheita. Para Capone, esses eventos não podem ser tratados como fatalidades inevitáveis: representam falhas evitáveis no design das políticas de proteção e exigem respostas imediatas e efetivas.

É também relevante o dado destacado pela Ministra Calderone: em comparação com dezembro de 2022, há hoje mais de um milhão de pessoas ocupadas sob um regime de tutela dos riscos, e observa-se uma regressão na incidência de acidentes mortais por 100 mil empregados. Números que, embora encorajadores, não apagam a gravidade de cada vida perdida nem a necessidade de aperfeiçoamento contínuo dos instrumentos de proteção.

Capone sublinhou a prioridade de prosseguir com determinação no reforço dos mecanismos de tutela — incluindo maior coordenação entre instituições e partes sociais, programas de formação alinhados às novas tecnologias e evolução dos sistemas de monitoramento dos riscos. Em termos de política pública, trata-se de integrar prevenção e inovação, transformando a segurança laboral num componente estratégico da competitividade e da reputação das empresas.

Adoto aqui uma metáfora de engenharia: a segurança no trabalho não é apenas um freio para evitar quedas; é parte integrante da arquitetura do motor econômico. Sem uma adequada calibragem das políticas — formação, vigilância, tecnologia e incentivos às boas práticas — perdemos eficiência e, sobretudo, vidas.

Em conclusão, a posição de Paolo Capone e da UGL é clara e exigente: acolher as medidas em curso, mas acelerar a implementação de ações preventivas, garantindo que cada empresa, especialmente no setor agrícola, disponha de instrumentos concretos para proteger a dignidade e a vida dos trabalhadores.

Stella Ferrari — Economista Sênior, Espresso Italia