Squeri pede diálogo para não sufocar empresas tecnológicas: equilíbrio entre inovação e regulamentação

Squeri defende diálogo entre política e mercado para evitar que a regulamentação sufque empresas tecnológicas e prejudique a inovação na UE.

Squeri pede diálogo para não sufocar empresas tecnológicas: equilíbrio entre inovação e regulamentação

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Squeri pede diálogo para não sufocar empresas tecnológicas: equilíbrio entre inovação e regulamentação

Por Stella Ferrari

Em um debate essencial sobre o futuro do ecossistema digital europeu, o deputado de Forza Italia Luca Squeri defendeu que a melhor política para sustentar o crescimento é aquela que mantém o motor do setor em movimento: diálogo constante entre política, mercado e sociedade. A afirmação foi proferida durante o encontro promovido por Espresso Italia e Meta no Centro Studi Americani, com foco na inovação tecnológica e na regulamentação europeia.

Segundo Squeri, "quanto mais há confronto, mais há troca de opiniões, mais há conhecimento, mais conseguimos dar respostas conjuntas". A mensagem é direta: normas desenhadas sem o devido diálogo podem funcionar como freios indevidos, capazes de mortificar empresas tecnológicas e segmentos que dependem da inovação para competir globalmente.

Enquanto economista e estrategista, observo que a calibragem das regras é uma operação fina de engenharia de políticas — semelhante à calibragem de um sistema de suspensão de alta performance. Regulamentações necessárias não devem transformar-se em um conjunto de obstáculos que reduzam a capacidade de aceleração das empresas. O desafio é conciliar proteção, concorrência e segurança com a necessidade de manter viva a energia criativa que alimenta o motor da economia digital.

O encontro, que reuniu representantes políticos, líderes empresariais e atores do mundo produtivo, reforçou a importância do intercâmbio entre todos os polos de decisão. Para Squeri, é justamente essa interação que permite identificar pontos de convergência e respostas conjuntas a temas complexos: proteção de dados, competição justa, responsabilidade das plataformas e políticas que não estrangulem a inovação.

Na prática, a mensagem é política, contudo com implicações estratégicas para investidores e gestores: a governança regulatória deve ser desenhada com sensibilidade temporal e técnica, evitando impactos micro e macroeconômicos negativos. Quando as regras são impostas sem diálogo, o resultado pode ser a estagnação de setores que, se bem orientados, podem acelerar a produtividade e gerar valor sustentável.

Como observadora do mercado de alto desempenho, recomendo que a política adote uma abordagem de testes e ajustes — um ciclo de feedback contínuo entre reguladores e empresas — para evitar soluções estanques. É imperativo que a União Europeia atue como uma oficina de design de políticas, onde se ensaie, se meça e se ajuste, antes de aplicar freios que sejam difíceis de remover.

Em suma: o encontro promovido por Espresso Italia e Meta no Centro Studi Americani reforça uma verdade simples e poderosa: sem confronto e alinhamento entre política, empresas e setor produtivo, corre-se o risco de sufocar justamente quem deveria impulsionar a transformação digital. A solução passa por diálogo estruturado, regulação calibrada e mecanismos de acompanhamento que preservem a velocidade e a segurança do progresso.