Terna: CDP indica Pasqualino Monti como novo CEO e Stefano Cuzzilla para a presidência
CDP indica Pasqualino Monti como CEO e Stefano Cuzzilla presidente de Terna; listas incluem executivos-chave e serão votadas em 12 de maio.
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Terna: CDP indica Pasqualino Monti como novo CEO e Stefano Cuzzilla para a presidência
Por Stella Ferrari — Em movimento estratégico que redesenha o comando de uma das infraestruturas mais críticas da Itália, a CDP apresentou oficialmente a lista de candidatos para o renovação do conselho de administração e do collegio sindacale da Terna, em vista da assembleia de acionistas marcada para 12 de maio. No núcleo da proposta, figuram duas nomeações de peso: Pasqualino Monti, hoje diretor-executivo da Enav, indicado como candidato a amministratore delegato; e Stefano Cuzzilla, atualmente presidente da Trenitalia, proposto para a presidência de Terna.
Trata-se de uma escolha calculada pela CDP Reti, controladora e acionista direta de Terna com participação de 29,85% do capital social. A lista aprovada pelo conselho de administração da CDP inclui, além dos dois nomes de comando, executivos e gestores com perfis técnico-financeiros, conforme segue:
- Stefano Cuzzilla (Presidente)
- Pasqualino Monti (candidato com competência específica para o cargo de CEO)
- Elisabetta Tromellini
- Qinjing Shen
- Silvia Tossini
- Antonella Faggi
- Paolo Damilano
- Gian Luca Gregori
- Anna Lorusso
Para o collegio sindacale foram indicados como titulares Lorenzo Pozza e Lucia Foti Belligambi, com Lucrezia Iuliano e Antonello Lillo como suplentes. A montagem desta lista obedece a uma visão de governança que busca aliar competências regulatórias, experiência operacional e sensibilidade para mercados de infraestrutura, em especial no setor elétrico, onde Terna opera como eixo central do sistema.
Paralelamente, o conselho da CDP aprovou também a lista de candidatos para o órgão de controle de Fincantieri, que será apresentada por CDP Equity, acionista direta com participação de 64,24% do capital social. Nesta indicação figuram como sindaci effettivi Elena Cussigh e Antonello Lillo, e como suplentes Ottavio De Marco e Arianna Pennacchio.
Estas movimentações do universo CDP são sinais claros de calibragem institucional: ao indicar executivos com histórico de liderança em empresas estratégicas, o objetivo é garantir estabilidade e capacidade de execução em um período de intensa transformação energética e logística. A transferência potencial de um gestor como Pasqualino Monti, do domínio do controle de tráfego aéreo para a gestão de rede elétrica, traduz uma aposta na governança técnica e na robustez operacional — é como trocar o piloto do motor, mantendo o chassi do projeto inalterado, mas buscando nova eficiência na potência.
O mercado e os acionistas agora aguardam a validação em assembleia, que definirá se as indicações da CDP Reti se converterão nos novos corpos diretivos de Terna. Para investidores institucionais e analistas setoriais, a mudança será um teste sobre a capacidade do país em alinhar políticas industriais e financeiras sem perder o ritmo das reformas necessárias ao setor energético.