Trump reconstitui PCAST com 13 membros e atrai líderes da NVIDIA, Meta e Oracle para impulsionar a AI
Trump reconstitui o PCAST com 13 membros, incluindo líderes da NVIDIA, Meta e Oracle, para reforçar AI, semicondutores e segurança nacional.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Trump reconstitui PCAST com 13 membros e atrai líderes da NVIDIA, Meta e Oracle para impulsionar a AI
Por Stella Ferrari – 27 de março de 2026
A administração de Donald Trump retomou uma iniciativa estratégica ao reconstituir o President’s Council of Advisors on Science and Technology (PCAST), agora composto por 13 membros que reúnem os principais executivos da tecnologia americana. A nova formação busca transformar inovação em vantagem competitiva, alinhando capacidades privadas às prioridades de segurança nacional e competitividade econômica.
No centro deste conselho renovado está a inteligência artificial, identificada pela presidência como o fator-chave para uma nova fase de prosperidade. Entre os nomes de maior destaque figuram Jensen Huang, da NVIDIA — cuja liderança nos semicondutores é vista como peça crítica para a infraestrutura digital —, Mark Zuckerberg representando a Meta e Larry Ellison, da Oracle. A presença de Sergey Brin, agora novamente ativo no ecossistema do Google, sinaliza a intenção de integrar conhecimento técnico de ponta às recomendações do corpo consultivo.
O conselho será coordenado por figuras com experiência prática em tecnologia e consultoria governamental: David Sacks, veterano desde a era do PayPal, assume a presidência com mandato focal em inteligência artificial e criptomoedas, enquanto Michael Kratsios traz a experiência prévia como conselheiro tecnológico da Casa Branca. Essa dupla operacional pretende oferecer recomendações pragmáticas e aplicáveis para manter os EUA na vanguarda da investigação científica e do desenvolvimento tecnológico.
Observando a composição, nota-se uma mudança de tom em relação ao passado: empresas que antes evitavam exposição direta à política agora reconhecem a necessidade de cooperação institucional. Esse reposicionamento reflete uma leitura estratégica — a integração entre setor privado e governo serve como ponte para proteger interesses nacionais e acelerar a translação de pesquisa em produtividade e segurança. Em termos metafóricos, o PCAST reconfigurado atua como a calibragem do motor da economia, buscando a aceleração de tendências tecnológicas essenciais sem perder o controle da trajetória.
Do ponto de vista industrial, a ênfase em semicondutores e plataformas de AI revela uma priorização clara: proteger cadeias de suprimento, estimular pesquisa básica e aplicada, e desenhar políticas que combinem incentivos e regulações técnicas robustas. A composição do conselho — com líderes de hardware, plataformas e serviços em nuvem — é deliberada: oferece um ecossistema completo para elaborar políticas operacionais que possam ser rapidamente testadas e escaladas.
Para uma economia globalizada em rápida transformação, essa reconstituição do PCAST representa mais que um gesto simbólico. É uma manobra estratégica que mapeia as forças centrais da tecnologia contemporânea e as acopla à agenda pública. Como economista com foco em alta performance, vejo nessa iniciativa a tentativa de transformar inovação em vantagem competitiva sustentável, com políticas que funcionem como design de políticas de precisão — evitando tanto o excesso de freios fiscais quanto a permissividade que fragiliza a segurança.
Em síntese, o novo PCAST desenhado pela administração Trump agrega capitães da indústria para orientar decisões críticas sobre IA, semicondutores e segurança tecnológica — um projeto que busca converter expertise privada em capacidade estratégica nacional.