Vinitaly 2026: Bonavitacola destaca o papel do vinho campano e pede programa compartilhado para novos mercados
Bonavitacola no Vinitaly 2026: vinho campano já é motor de crescimento; pede programa conjunto para acessar mercados como Leste Europeu, Ásia e América do Sul.
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Vinitaly 2026: Bonavitacola destaca o papel do vinho campano e pede programa compartilhado para novos mercados
Por Stella Ferrari — No palco do Vinitaly 2026, o assessor regional para Atividades Produtivas da Campânia, Fulvio Bonavitacola, reafirmou a posição consolidada do vinho campano como um ativo estratégico da região e apontou para a necessidade de uma ação coordenada entre instituições e operadores para acelerar a expansão internacional.
Segundo Bonavitacola, “o vinho campano por si só já é um produto trainante”; não se tratou de esperar por eventos globais para se afirmar, embora reconheça o valor simbólico e promocional de acontecimentos como a America's Cup. “A America's Cup é um evento mundial e nós devemos aproveitar para fazer o vinho campano chegar a todo o mundo. Já é em grande parte conhecido, mas os mercados estão turvos”, observou, destacando as fragilidades derivadas do atual contexto econômico global, com tensões comerciais e desafios como os direitos aduaneiros que incidem sobre as exportações, notadamente para os Estados Unidos.
No diagnóstico apresentado, Bonavitacola traçou também as rotas de crescimento que podem ser calibradas como se ajusta um motor de alta performance: “Há aberturas em novos mercados, tanto no Leste Europeu quanto no Leste Asiático e na América do Sul, que podem oferecer oportunidades concretas de expansão para as nossas empresas”. A mensagem é clara para produtores e exportadores: é preciso preparação estratégica e execução alinhada com prioridades internas e externas.
Com a precisão de uma engenharia aplicada à política econômica, o assessor ressaltou a importância de um trabalho de filiera robusto. “Devemos colaborar intensamente com os consórcios de tutela, porque são eles que estão na trincheira e conhecem em profundidade os problemas do setor, as prioridades e onde podemos intervir para corrigir trajetórias”, afirmou. Bonavitacola defendeu que do Vinitaly 2026 deve emergir “um programa compartilhado envolvendo instituições, operadores, sistema camerale e associações do mundo agrícola”, condicionante para uma progressão sustentável e colaborativa.
Como estrategista que pensa em performance, vejo as declarações como um chamado para transformar visibilidade em estratégia: eventos como a America's Cup podem ser a ignição, mas o avanço real decorre da calibragem fina entre política pública, promoção externa e governança de cadeia. A combinação entre um produto com identidade forte — o vinho campano — e um plano de internacionalização bem arquitetado é a alavanca para enfrentar os freios do comércio e acelerar as exportações.
Em suma, a Cartografia de oportunidades traçada em Verona exige execução: menos improviso e mais desenho de políticas, com papéis e recursos explicitados. O apelo de Bonavitacola é por um pacto de desenvolvimento que una know-how dos produtores, capacidade promocional das instituições e inteligência de mercado para abrir portas nas regiões mencionadas. Só assim o potencial do vinho campano poderá traduzir-se em crescimento consistente e resiliência frente às turbulências globais.