Eurovision 2026: Dara leva a Bulgária ao topo em Viena; Sal Da Vinci termina em 5º

Dara vence o Eurovision 2026 em Viena; Noam Bettan e Delta Goodrem no pódio. Sal Da Vinci é 5º com 'Per Sempre Sì'.

Eurovision 2026: Dara leva a Bulgária ao topo em Viena; Sal Da Vinci termina em 5º

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Eurovision 2026: Dara leva a Bulgária ao topo em Viena; Sal Da Vinci termina em 5º

Eurovision 2026 chegou ao fim na Wiener Stadthalle, em Viena, com a vitória brilhante de Dara representando a Bulgária com a canção "Bangaranga". O palco da 70ª edição do festival foi o cenário onde música e narrativa cultural se encontraram: Noam Bettan, por Israel, ficou em segundo lugar com "Michelle", enquanto Delta Goodrem, pela Austrália, completou o pódio com "Eclipse". O italiano Sal Da Vinci conquistou a quinta posição com a emocionante "Per Sempre Sì".

Mais do que uma lista de pontos, o resultado funciona como um espelho do nosso tempo — um pequeno laboratório onde identidades, memórias coletivas e escolhas estéticas revelam tendências maiores. A vitória de Dara reafirma a capacidade do Eurovision de transformar artistas em embaixadores culturais instantâneos, fazendo do palco um verdadeiro roteiro oculto da sociedade europeia e além.

Aqui está a classificação final da noite, conforme anunciada na Wiener Stadthalle:

  • Bulgária: Dara - Bangaranga
  • Israel: Noam Bettan - Michelle
  • Austrália: Delta Goodrem - Eclipse
  • Romênia: Alexandra Căpitănescu - Choke Me
  • Itália: Sal Da Vinci - Per Sempre Sì
  • Finlândia: Linda Lampenius x Pete Parkkonen - Liekinheitin
  • Dinamarca: Søren Torpegaard Lund - Før Vi Går Hjem
  • Moldávia: Satoshi - Viva, Moldova!
  • Ucrânia: Leléka - Ridnym
  • Grécia: Akylas - Ferto
  • França: Monroe - Regarde!
  • Polônia: Alicja - Pray
  • Albânia: Alis - Nân
  • Noruega: Jonas Lovv - Ya Ya Ya
  • Croácia: Lelek - Andromeda
  • República Tcheca: Daniel Zizka - Crossroads
  • Sérvia: Lavina - Kraj Mene
  • Malta: Aidan - Bella
  • Chipre: Antigoni - Jalla
  • Suécia: Felicia - My System
  • Bélgica: Essyla - Dancing on the Ice
  • Lituânia: Lion Ceccah - Sólo Quiero Más
  • Alemanha: Sarah Engels - Fire
  • Áustria: Cosmò - Tanzschein
  • Reino Unido: Look Mum No Computer - Eins, Zwei, Drei

Do ponto de vista cultural, o festival mostrou novamente sua função como um palimpsesto contemporâneo: estilos tradicionais e sonoridades experimentais coexistem, enquanto narrativas nacionais se misturam com tendências globais. A presença de artistas veteranos como Delta Goodrem ao lado de novas vozes simboliza esse encontro entre memória e reinvenção.

Para a Itália, o resultado de Sal Da Vinci — um quinto lugar honroso com "Per Sempre Sì" — confirma uma atenção renovada do público europeu ao repertório italiano contemporâneo, que conversa com tradição sem abdicar de modernidade. Em Viena, o Eurovision foi, mais uma vez, um cenário de transformação: uma narrativa audiovisual que nos convida a olhar além da nota e buscar o porquê das escolhas coletivas.

Na próxima edição, será interessante observar se a vitória de Dara abrirá portas para um novo fluxo estético vindo do Leste Europeu, ou se veremos um reframe sonoro impulsionado por tendências globais. O festival permanece, enfim, um mapa emocional onde cada canção traça rotas de identificação — e onde o público, como sempre, é o autor final do destino musical.

Chiara Lombardi | Espresso Italia — reflexões do zeitgeist cultural entre Milão, Roma e Viena.