Francesca Fagnani retorna com Belve: Amanda Lear, Micaela Ramazzotti e Zeudi Di Palma abrem a 7ª temporada

Francesca Fagnani abre a 7ª temporada de Belve com Amanda Lear, Micaela Ramazzotti e Zeudi Di Palma; estreia 7/4 às 21h20 na Rai 2 e on demand.

Francesca Fagnani retorna com Belve: Amanda Lear, Micaela Ramazzotti e Zeudi Di Palma abrem a 7ª temporada

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Francesca Fagnani retorna com Belve: Amanda Lear, Micaela Ramazzotti e Zeudi Di Palma abrem a 7ª temporada

Com a sensibilidade de quem lê o espelho do nosso tempo, Francesca Fagnani volta à tela para inaugurar a sétima temporada de Belve, o formato que transformou o confronto direto em um rito televisivo. Produzido pela Fremantle, o programa retorna toda terça-feira a partir de 7 de abril, em primeira fase às 21h20 na Rai 2 e disponível on demand em RaiPlay e Disney+.

A primeira noite já anuncia um cardápio culturalmente rico: como convidados desta estreia aparecem Amanda Lear, a atriz Micaela Ramazzotti e a influenciadora/atriz Zeudi Di Palma. O formato permanece fiel ao seu princípio — o face a face incisivo da apresentadora, que conduz entrevistas sem concessões com figuras do entretenimento, do costume e da crônica social — convidando tanto personalidades célebres quanto pessoas comuns a se sentarem no banco alto e responderem às perguntas diretas e, por vezes, irônicas de Fagnani.

Um dos momentos mais aguardados, já consolidado como tradição do programa, é a sequência final: a montagem com os bastidores e os “fora de cena” dos convidados — um pequeno ritual que revela mais do que a versão oficial e virou, ao longo das temporadas, um dos pontos altos de identificação do público com a dramaturgia televisiva do show.

Na conversa com Amanda Lear, emergem trechos que soam como notas de um roteiro íntimo, revelando o entrelaçamento entre arte, desejo e performance. Lear admite: "Se Salvador Dalí fosse aqui hoje, eu diria: 'por que me usaste?'". Ao ser instigada sobre o longo relacionamento a três com o pintor espanhol e sua mulher, a resposta é tão lapidar quanto provocante: Dalí "sempre foi casado com Gala. Ela deveria ter ciúmes. Em vez disso, me disse: 'meu marido precisa de você' e me acolheu em casa como a uma filha. Ela queria agradá-lo".

Fagnani pressiona: "Podemos falar de um ménage à trois?". Lear esclarece com franqueza quase documental: "Mas não havia sexo, Dalí era impotente". E ao rememorar a história com David Bowie, Amanda descreve a cena com o olhar da que participou sem glamour envolvente: "Não me agradava muito. Era tudo branco, magríssimo, cabelos ruivos, sem sobrancelhas. Um dia Angie, a esposa de Bowie, vem me dizer: ‘você vai com meu marido, tranquila, está tudo bem’. Ela não era ciumenta, eram um casal aberto". Quando Fagnani retoma o tema do ménage, Lear conclui: "Não, eu nunca estive na cama com a esposa dele".

Essas confidências não são apenas curiosidades biográficas; funcionam como fragmentos de um arquivo afetivo e cultural que iluminam como as figuras públicas tecem suas narrativas íntimas diante do olhar público. O que Belve oferece, sob a regência de Francesca Fagnani, é justamente esse reframe: tornar visíveis os roteiros ocultos da vida social, expondo contradições, composições e suturas que dizem muito do nosso cenário coletivo.

Prepare-se para uma temporada que promete continuar a desafiar zonas de conforto e a provocar reflexões — tanto pela confrontação franca quanto pelos silêncios que ela deixa em cena. Assista à estreia e acompanhe os próximos episódios, onde a entrevista torna-se, mais do que um formato, um laboratório de identidade e memória.

Por Chiara Lombardi — Espresso Italia