A magia por trás das câmeras: Romics recebe o Heroes International Film Festival para celebrar as maestranze do cinema

No Romics, o Heroes International Film Festival celebra as maestranze do cinema e revela os ofícios por trás das produções e séries. Conheça participantes e programação.

A magia por trás das câmeras: Romics recebe o Heroes International Film Festival para celebrar as maestranze do cinema

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A magia por trás das câmeras: Romics recebe o Heroes International Film Festival para celebrar as maestranze do cinema

Estamos acostumados a aplaudir os rostos conhecidos de atores e diretores, mas a verdadeira magia do cinema nasce de um exército silencioso: técnicos, maquiadores, roteiristas e artistas visuais que, nos bastidores, dão forma a universos que ocupam nossa memória afetiva. É esse universo de ofícios pouco visíveis que ganha luz na edição deste ano do Romics, com a chegada do Heroes International Film Festival, conhecido como o “festival das maestranze” do cinema e da serialidade, agora em sua sétima edição.

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O encontro se consolida como um ponto de referência para a indústria audiovisual, propondo um programa que combina premiações internacionais, uma film school dedicada, painéis temáticos e exibições em pré-estreia. Entre os dias 1 e 2 de outubro (quinta e sexta), a programação enfoca as interseções entre cinema e artes visuais dentro de gêneros como horror, sci-fi, adventure, thriller e cross-over. A proposta é tanto inspirar jovens talentos quanto abrir o roteiro oculto da produção contemporânea ao público e às escolas.

O artista-conceitista e character designer Pietro Scola Di Mambro, entrevistado durante a apresentação da 37ª edição do Romics, é um dos jovens profissionais que vão partilhar o palco do festival para explicar os diferentes trabalhos que costumam ficar fora do foco das câmeras. É um convite para ver o cinema como um reflexo coletivo, em que cada profissão contribui para o reframe da realidade na tela.

No centro do evento estão nomes de renome internacional que representam a pluralidade de ofícios: Dan Walker (trabalhos em Batman, Mission: Impossible, Spider-Man), Andrea Salvatori (Magic: The Gathering, O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder, House of the Dragon), Mark Coulier (Povere creature, Wicked, The Witcher), Pino Donaggio (Carrie, O Olhar de Satã, Blow Out), e artistas italianos como Erika De Nicola (Due Spicci), Noemi Marchica (Diabolik, Ammore e malavita, Ammazzare stanca), Pietro Scola di Mambro (Pinocchio, Spider-Man: Brand New Day, Wicked, Dogman) e Stefano Lodovichi (Il Falsario, Il Cacciatore, Christian).

Mais do que uma lista de créditos, o festival propõe um mapa das profissões que compõem a cadeia produtiva das produções cinematográficas e das series. Workshops e encontros com profissionais abrem janelas para carreiras técnicas e artísticas que frequentemente ficam apagadas pela luminosidade das estrelas de frente de cena. Para estudantes e jovens profissionais, é uma oportunidade prática e simbólica: ver, tocar e conversar com quem dá textura, som e movimento às narrativas.

Em termos culturais, o evento funciona como um espelho do nosso tempo: enquanto o público consome franquias e formatos globais, a celebração das maestranze lembra que por trás do produto final há saberes artesanais, inovações técnicas e escolhas estéticas que traduzem contextos históricos e memórias coletivas. É uma chamada para repensar o valor do trabalho técnico e artístico, e para reconhecer que o cinema é um rito coletivo de criação.

O Heroes International Film Festival no Romics confirma, portanto, que o verdadeiro espetáculo também acontece nas entranhas da produção: onde pincéis, próteses, roteiros e efeitos se encontram para compor o cenário de transformação que vemos na tela.

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