The Mandalorian and Grogu faz US$33 milhões na estreia e tenta reviver a saga Star Wars nos cinemas

The Mandalorian and Grogu estreia com US$33 mi nos EUA e busca reavivar a saga Star Wars nas salas com forte boca a boca e aprovação do público.

The Mandalorian and Grogu faz US$33 milhões na estreia e tenta reviver a saga Star Wars nos cinemas

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The Mandalorian and Grogu faz US$33 milhões na estreia e tenta reviver a saga Star Wars nos cinemas

Após sete anos de ausência das grandes telas, Star Wars retorna ao cinema com The Mandalorian and Grogu, que estreou no topo do box office dos Estados Unidos na véspera do Memorial Day (25 de maio). O longa dirigido por Jon Favreau arrecadou US$33 milhões apenas na sexta-feira, exibido em cerca de 4.300 salas norte-americanas, e tem projeções que o colocam entre US$80 e US$100 milhões ao final do fim de semana longo. A produção também lidera as bilheterias na Itália.

Adaptado da série homônima do Disney+, o filme acompanha o caçador de recompensas protagonista e seu jovem companheiro, Grogu, em uma missão para resgatar Rotta the Hutt, filho de Jabba, das mãos de um senhor do crime. No elenco figuram Pedro Pascal, Jeremy Allen White, Sigourney Weaver e Jonny Coyne. Ainda que seja apontado entre os títulos com menor público da saga iniciada em 1977, o longa ostenta o maior índice de aprovação do público da franquia — 89% no Rotten Tomatoes — revelando que a força emocional da narrativa ressoa mais forte do que a simples contagem de ingressos.

O retorno de Star Wars ao circuito cinematográfico funciona como um espelho do nosso tempo: um roteiro que tenta reframear uma franquia saturada pelo universo televisivo. Nos últimos anos a saga se consolidou como força do streaming através de séries como Andor, Ahsoka e a própria The Mandalorian. Em cena, o filme desafia esse roteiro oculto, apostando no apelo intergeracional e em um passaporte emocional ligado ao personagem Grogu, cujo carisma tem alimentado um boca a boca surpreendente entre espectadores mais jovens.

Segundo análise do setor, o destino de bilheteria de The Mandalorian and Grogu ainda está longe de ser traçado. Críticas e audiência trabalham em sinergia: o alto índice de aprovação público alimenta conversas nas redes e nas salas, dando ao longa uma dinâmica de sobrevivência contra a maré das franquias que se fragmentam em produtos múltiplos.

No pódio do box office norte-americano, o segundo lugar é ocupado pelo terror da Focus Features, Obsession, do diretor Curry Barker. Em terceiro vem Michael, da Lionsgate, que segue forte globalmente e já caminha rumo a uma marca estimada em US$788,8 milhões — um ritmo que o coloca na disputa histórica com biopics musicais de grande bilheteria, como Bohemian Rhapsody (US$911 milhões em 2018).

Em quarto aparece o aguardado The Devil Wears Prada 2, que faturou US$3,2 milhões na sexta e tem projeção de cerca de US$14 milhões para o longo fim de semana, aproximando seu total doméstico dos US$200 milhões após quatro fins de semana. Juntos, esses títulos desenham um cenário de diversidade de gostos e estratégias de mercado — um verdadeiro ecossistema cultural onde cada lançamento reflete um fragmento do zeitgeist.

Enquanto a bilheteria começa a se desenrolar, The Mandalorian and Grogu se apresenta não apenas como estreia comercial, mas como tentativa de reencontro: entre uma franquia que virou plataforma e o público que ainda busca sentir a grande tela como espaço de comunhão. É uma aposta narrativa e simbólica, com sabor de retomada e a promessa de que, ao menos por ora, a galáxia muito, muito distante ainda tem histórias para contar sob as luzes do cinema.