Bélgica impõe espetáculo tático e goleia os EUA por 4-1 em Seattle; De Ketelaere brilha
Bélgica goleia os EUA por 4-1 em Seattle; De Ketelaere brilha e Diabos Vermelhos avançam para enfrentar a Espanha nas quartas da Copa do Mundo.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Bélgica impõe espetáculo tático e goleia os EUA por 4-1 em Seattle; De Ketelaere brilha
Seattle foi o palco onde a Bélgica transformou um confronto de mata-mata em demonstração de efetividade: 4 a 1 sobre os EUA, em partida válida pelas oitavas da Copa do Mundo. O triunfo, consumado no Seattle Stadium, carimba a passagem dos Diabos Vermelhos aos quartos de final, onde agora esperam a Espanha.
Aos 9 minutos, o jogo já mostrava o roteiro: cruzamento de Trossard, corte incompleto da defesa norte-americana e a sequência que terminou com a assistência para Raskin. O passe do meio-campista encontrou De Ketelaere, que, a dois passos do gol, marcou o primeiro tento — o primeiro de sua carreira em Mundiais. Era o sinal de que a seleção europeia dominava os tempos e espaços iniciais.
Mesmo com a superioridade territorial belga, os anfitriões encontraram resposta rápida. Aos 31, Malik Tillman cobrou falta; a bola sofreu um desvio de cabeça do próprio Vanaken — que havia entrado cerca de dez minutos antes substituindo o lesionado Onana — e encobriu Courtois, restabelecendo o empate momentâneo. A reação do público local, por sua vez, traduziu o caráter solene de uma nação que viu no empate uma oportunidade.
Mas o capítulo seguinte reafirmou o perfil clínico belga: dois minutos depois, novo cruzamento de Trossard encontrou novamente De Ketelaere, que se elevou e, com precisão de finalizador, fez 2 a 1. A sequência evidencia um ponto que raramente aparece em manchetes rasas — a capacidade belga de transformar espaço em eficiência ofensiva, com jogadores que interpretam sinais táticos e convertem em gols.
No segundo tempo, a tentativa de maior protagonismo dos EUA pouco produziu. O terceiro gol belga, aos 57, nasceu de uma jogada quase banal nas costas da defesa: Mechele lançou longo, o goleiro Freese saiu mal e permitiu que De Ketelaere recuperasse a posse; o passe final encontrou Vanaken, que tocou para a rede quase sem goleiro. Era a confirmação de que a partida já caminhava para uma identidade tática definida — a de uma Bélgica que converteu erros alheios em vantagem.
No acréscimo, Lukaku consolidou o placar com o quarto gol, fechando em 4 a 1 um jogo que, na leitura mais ampla, marca o fim da participação dos anfitriões nesta edição: os EUA foram a última das três seleções-sede (junto a México e Canadá) a deixar o torneio.
Na entrevista pós-jogo, o técnico Mauricio Pochettino assumiu a responsabilidade e foi direto: a equipe "nunca esteve na partida". Sem justificativas, reconheceu a superioridade belga e admitiu que a equipe ficou aquém do potencial que costuma demonstrar. A eliminação reabre discussões sobre gestão de seleções em competições de alto nível e sobre o peso simbólico que recai sobre países-sede.
Para a Bélgica, resta agora um confronto que promete leituras táticas e históricas: enfrentar a Espanha nos quartos exigirá não apenas a qualidade individual mostrada em Seattle, mas também uma coerência coletiva que transforme momentos de brilho em projeto contínuo rumo às fases finais.