Belotti e Santoro garantem bronze no sincronizado 3m nos Europeus de Paris
Belotti e Santoro conquistam bronze no sincronizado 3m em Paris; Itália reafirma sua escola de saltos com um pódio sênior.
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Belotti e Santoro garantem bronze no sincronizado 3m nos Europeus de Paris
Stefano Belotti e Matteo Santoro subiram ao pódio e conquistaram a medalha de bronze no salto sincronizado do trampolim de três metros nos Europeus de Parigi. A dupla italiana totalizou 386,07 pontos e conseguiu superar rivais diretos graças a um último mergulho de alta execução, o duplo e meio à frente com dois piruetos em carpiato.
O título ficou com os alemães Lou Noel Guy Massenberg e Jonathan Gisbert Schauer, que somaram 423,84 pontos e lideraram a prova a partir do terceiro salto. A prata coube à dupla russa neutra de Evgenii Kuznetsov e Nikita Shleikher, com 408,99 pontos. Em uma disputa apertada pelo bronze, os britânicos Anthony Harding e Jack Laugher terminaram em quarto, a apenas 0,48 pontos dos italianos.
Para Belotti e Santoro trata‑se do primeiro pódio internacional na categoria sênior. A dupla já vinha de atuações promissoras nas categorias de base: ambos foram campeões europeus e mundiais juniores em 2022, respectivamente em Otopeni e Montreal. Aos 19 anos, Matteo Santoro, romano e atleta da Marina Militare, soma nesta competição parisiense a terceira medalha — depois dos ouros no team event e no sincronizado misto do trampolim ao lado de Chiara Pellacani. Pellacani e Santoro são, inclusive, os atuais campeões mundiais de uma prova mista relativamente recente, criada para reforçar a presença feminina e a igualdade de gênero no circuito internacional.
Stefano Belotti, 22 anos, natural de Zogno (província de Bergamo), acrescenta o segundo pódio continental à sua carreira, repetindo o bronze do trampolim de um metro conquistado em 2024, em Belgrado.
Do ponto de vista técnico, os italianos iniciaram bem: após os dois saltos obrigatórios — o ordinário costas carpiado e o reverso carpiado — ocupavam a terceira posição parcial. Nos saltos livres abriram com um triplo e meio à frente em carpiato que lhes garantiu o segundo lugar momentâneo, a poucos pontos da Alemanha e à frente dos russos. O salto seguinte, um quádruplo e meio à frente, apresentou ótima fase aérea, embora a entrada em água de Belotti tenha penalizado um pouco a nota.
Na quinta série, um triplo e meio retornado agrupado bem executado não evitou um novo ingresso de água um tanto exagerado por parte de Belotti; o parcial de 66,30 pontos fez com que a dupla italiana caísse ao quinto posto, quase cinco pontos distante do bronze. O desfecho, porém, foi favorável: o duplo e meio à frente com duas rotações em carpiato foi realizado com precisão, e a combinação do acerto final com o erro britânico no quádruplo e meio à frente raggruppato de Harding e Laugher garantiu o terceiro lugar.
Mais do que a cor da medalha, o resultado confirma um processo de transição e de consolidação na escola italiana de saltos ornamentais. Entre a herança recente — marcada por resultados consistentes de nomes como Giovanni Tocci e Lorenzo Marsaglia — e as novas gerações, a presença de atletas sustentados por estruturas como a Marina Militare e clubes regionais revela uma cadeia de formação que persiste apesar das flutuações de ciclo. O bronze em Paris é, assim, tanto um êxito competitivo quanto um sinal de saúde do sistema que forma talentos para a Itália.
O futuro próximo apontará se Belotti e Santoro conseguirão transformar a aproximação ao pódio em regularidade entre os melhores do continente e do mundo — um palco onde o domínio técnico e a leitura de competição frequentemente definem trajetórias e memórias coletivas para o esporte italiano.