París 2026: Azzurri somam 20 pódios e confirmam dominância com Pellacani e Taddeucci

Azzurri somam 20 pódios em Paris: Pellacani brilha nos tuffi e Taddeucci confirma-se na Senna; seleção prepara-se para o nuoto em piscina.

París 2026: Azzurri somam 20 pódios e confirmam dominância com Pellacani e Taddeucci

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París 2026: Azzurri somam 20 pódios e confirmam dominância com Pellacani e Taddeucci

AGI - Ao romper a metade da programação e com o prato principal do nuoto a partir de segunda-feira, 10 de agosto, a delegação italiana nos esportes aquáticos em Parigi vem assumindo papel de protagonista. Entre nado sincronizado, nuoto in acque libere e, sobretudo, tuffi, os azzurri lideram o quadro de medalhas com 20 pódios — quase um terço das 90 medalhas já distribuídas.

O quadro contabiliza sete ouros, quatro pratas e nove bronzes. A Alemanha segue com 16 medalhas (seis ouros), a Grã-Bretanha com 12 (seis ouros e apenas duas pratas) e a equipe Nab — atletas russos competindo sem bandeira nem hino — soma 13 (cinco ouros).

Entre os feitos individuais, emergem com clareza as performances de Chiara Pellacani e Ginevra Taddeucci. Dos sete ouros italianos, cinco levam a assinatura da romana de 23 anos, a filha das Fiamme Gialle que reafirma seu estatuto de regina do trampolim europeu. Pellacani conquistou, em poucos dias, o team event, o sincro misto ao lado de Matteo Santoro, os trampolins de um e três metros e o sincronizado com Elisa Pizzini — uma coleção que traduz técnica, consistência e um notável controle competitivo.

No panorama das provas, sete medalhas vieram do nuoto artistico, sete dos tuffi e seis das provas no leito da Senna, cuja qualidade sanitária tem sido tema de atenção. O nuoto in acque libere também presenteou a Itália com outro pódio: o bronze de Ginevra Taddeucci nos 3 km em formato knockout sprint, que a confirma, após as vitórias nos 5 e 10 km, como uma das referências da modalidade e a chama, com propriedade, de 'regina da Senna'. Com essa medalha, Taddeucci totaliza dez pódios em quatro edições de Europeus — um percurso que combina talento com resistência e sentido tático.

Nem tudo são glórias fáceis: Gregorio Paltrinieri, figura emblemática do longo percurso italiano no oceano e nas piscinas, ficou a apenas cinco décimos de um pódio nos 3 km knockout sprint, repetindo a frustração da prova de 10 km. Paltrinieri já havia conquistado bronze nos 5 km; na disputa citada, sofreu com contatos físicos no final e foi ultrapassado pelos franceses Marc-Antoine Olivier (segundo) e Logan Fontaine (terceiro), numa vitória do húngaro David Betlehem.

O foco agora se volta para o nuoto em piscina, cuja programação começa em 10 de agosto. A Itália entrará com 48 atletas — 26 homens e 22 mulheres — e nomes como Thomas Ceccon, Simone Cerasuolo, Leonardo Deplano, Nicolò Martinenghi, Alberto Razzetti, Sara Curtis, Alessandra Mao, Benedetta Pilato e Simona Quadarella devem carregar as expectativas. A direção técnica mantém a possibilidade de escalar Ginevra Taddeucci e o próprio Paltrinieri nos 1.500 m livre (baterias nos dias 13 e 14), opção que traduz a estratégia de distribuir esforços entre modalidades e apostar em resultados que consolidem a presença italiana tanto em águas abertas quanto nas piscinas.

Em um evento que não é apenas esportivo, mas também uma vitrine de políticas públicas, formação e identidade regional, a campanha italiana em Paris funciona como um espelho: técnica de alto nível, investimentos seletivos e atletas que se projetam como símbolos coletivos. Resta acompanhar se, na reta final, os azzurri transformarão a liderança de hoje em domínio simbólico e numérico até o encerramento.