Carnevali deixa o Sassuolo: 'O clube foi casa e família' — rumo à Juventus
Giovanni Carnevali se despede do Sassuolo após 13 anos e assume cargo executivo na Juventus; agradecimentos à família Squinzi e reflexão sobre identidade dos clubes.
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Carnevali deixa o Sassuolo: 'O clube foi casa e família' — rumo à Juventus
Torino, 12 de junho de 2026, 14:45 — Depois de treze anos à frente de projetos que ajudaram a moldar a identidade moderna do clube, Giovanni Carnevali despede-se do Sassuolo para assumir o cargo de diretor executivo e diretor-geral da Juventus. Em comunicado divulgado pelos canais oficiais neroverdi, Carnevali definiu o time de Mapei como "casa e família" e agradeceu, em particular, à família Squinzi, a Veronica e o Marco, pela confiança e pela oportunidade de uma experiência humana e profissional única.
"Depois de 13 anos, lascio un club che considero casa. Desidero ringraziare la famiglia Squinzi, Veronica e Marco, che mi hanno dato fiducia e l'opportunità di vivere un'esperienza umana e professionale unica. Ringrazio il Presidente, il Club in tutte le sue componenti e i tifosi per questi anni ricchi di emozioni", afirmou Carnevali, em palavras reproduzidas na íntegra pela assessoria do clube. "Esta é uma sociedade que sempre considerei como uma família, com valores importantes sobre os quais se fundou o passado, se baseia o presente e se construirá o futuro. O Sassuolo permanecerá uma parte importante da minha vida e do meu percurso profissional. Desejo a todos um futuro rico em satisfações e novos sucessos."
Como repórter e analista, vejo nesta transição mais do que a simples mudança de posição de um executivo: trata-se de uma passagem simbólica entre dois modelos de futebol italiano. O Sassuolo, clube que cresceu nas últimas décadas com uma gestão de proximidade, programas de formação e uma ligação forte com o território industrial de Reggio Emilia, perde uma figura que foi simultaneamente administrador e porta-voz de uma identidade coletiva. Em contrapartida, a Juventus incorpora agora um gestor acostumado a operar em contextos de recursos limitados, com ênfase em sustentabilidade e construção institucional.
As palavras de Carnevali ressaltam o caráter familiar e os valores que, segundo ele, orientaram o projeto neroverde. A referência explícita à família Squinzi — que deu suporte ao clube por anos — é também um lembrete das raízes e da continuidade entre gerações: missão, comunidade e estabilidade são insumos difíceis de replicar em clubes de maior dimensão e pressão midiática. A saída de alguém com 13 anos de ligação direta com o clube abre inevitavelmente uma reflexão sobre sucessão, identidade e a capacidade do Sassuolo de manter seu modelo.
Para a Juventus, a chegada de Carnevali representa uma aposta numa direção executiva que conhece a realidade italiana fora das grandes metrópoles do futebol. Resta ver como sua experiência na gestão de um projeto emergente será traduzida em decisões num ambiente marcado por maiores expectativas esportivas, econômicas e políticas.
Em última análise, a declaração de despedida de Giovanni Carnevali tem tom de reconhecimento e afeto. Ao afirmar que o Sassuolo continuará sendo parte de sua vida profissional, ele reconhece que a história dos clubes é, acima de tudo, feita de pessoas e ligações duradouras — e que o esporte, por vezes, funciona como casa.
Otávio Marchesini, repórter de esportes — Espresso Italia