Ginevra Taddeucci conquista o ouro na prova de 10 km em águas abertas nos Europeus de Paris
Ginevra Taddeucci vence os 10 km em águas abertas nos Europeus de Paris e garante o terceiro título continental. Linda Caponi é bronze.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Ginevra Taddeucci conquista o ouro na prova de 10 km em águas abertas nos Europeus de Paris
Ginevra Taddeucci escreveu novo capítulo em sua carreira ao vencer a prova dos 10 km em águas abertas nos Campeonatos Europeus de Natação em Paris. Na rota da Sena, a italiana confirmou uma atuação de alto nível, cruzando a meta em 2h07'49"9 e garantindo o primeiro ouro continental dessa distância em sua trajetória.
A disputa terminou com a húngara Viktoria Mihalyvari Farkas em segundo lugar, a 9,7 segundos, e a compatriota Linda Caponi completando o pódio, a 13,58 segundos da vencedora. A prova teve ritmo intenso desde as primeiras braçadas, com Taddeucci imprimindo um plano tático agressivo e sustentando a liderança em trechos decisivos, traduzindo experiência e controle emocional em águas abertas.
Este título continental representa o terceiro de Taddeucci em Europeus — e o primeiro nos 10 km. Antecedem-no dois títulos na prova de 5 km, conquistados em Roma em 2022 e em Cittavecchia/Stari Grad (Croácia) em 2025. A atleta de Lastra a Signa, filiada às Fiamme Oro, soma agora oito medalhas continentais em quatro edições, além de ostentar a vitória na Copa do Mundo de 2025 e a medalha de bronze olímpica conquistada exatamente neste trecho parisiense dois anos antes.
Do ponto de vista histórico, a vitória eleva Ginevra Taddeucci ao seleto grupo de italianas campeãs europeias nos 10 km: antes dela, apenas Martina Grimaldi (Eilat 2011 e Piombino 2012) e Rachele Bruni (Hoorn 2016) haviam alcançado o ouro continental nesta distância. O feito consolida uma continuidade de excelência italiana na prova, que em outros momentos já produziu duplas no pódio, como em Eilat 2011 e Hoorn 2016.
O desempenho de Linda Caponi merece menção à parte. Natural de Poggibonsi e representante dos Carabinieri, Caponi conquistou sua primeira medalha internacional nas águas abertas depois de carreira marcada por resultados nas piscinas: integrante de relevância nas revezamentos 4x200 livre da seleção italiana e com pódios em eventos como as Universíades de Nápoles 2019 (2ª nos 400 livre) e o Mundial Júnior de 2013 (2ª nos 1500 livre).
Além do valor individual das medalhistas, a dobradinha italiana na prova feminina retoma uma tradição de presença forte do país em maratonas aquáticas. Com o resultado em Paris, a Itália alcança a marca de 101 medalhas na história dos Campeonatos Europeus de águas abertas: 39 ouros, 29 pratas e 33 bronzes — um retrato da persistência institucional, do trabalho das corporações esportivas e de uma cultura náutica que segue produzindo talentos.
Em termos simbólicos, a vitória de Taddeucci reafirma como certos lugares — como a Sena — permanecem no imaginário do esporte, capazes de resgatar memórias olímpicas e de projetar novas narrativas. Para a Itália, trata-se de mais do que um ouro: é a confirmação de um ciclo de formação e resistência, onde clubes, federações e trajetórias individuais convergem para manter o país na vanguarda das provas de resistência aquática.