Haaland decide e classifica a Noruega às oitavas: 2-1 sobre a Costa do Marfim

Haaland marca no fim e classifica a Noruega: vitória por 2-1 sobre a Costa do Marfim garante confronto com o Brasil nas oitavas.

Haaland decide e classifica a Noruega às oitavas: 2-1 sobre a Costa do Marfim

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Haaland decide e classifica a Noruega às oitavas: 2-1 sobre a Costa do Marfim

Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — A Noruega sofreu, levou sustos, mas confirmou nesta terça-feira a passagem às oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer a Costa do Marfim por 2 a 1. Um gol no final do duelo, de autoria do inevitável Haaland, decidiu a partida e garantiu aos nórdicos um confronto de peso no próximo mata-mata contra o Brasil de Ancelotti.

O jogo começou com os africanos mais incisivos. Aos 21 minutos, Konan avançou pela esquerda e finalizou com o pé direito, acertando apenas o lado externo da rede. Aos 28, foi a vez de Diomandé acelerar pela esquerda e cruzar para Pépé, que tentou devolver a bola já na linha de gol; o corte de Ajer salvou os noruegueses e levou perigo à meta rival. A Costa do Marfim mostrava organização e apanágio técnico nas transições, mas quem abriu o placar foi a seleção escandinava, no primeiro contra-ataque mais efetivo, aos 39 minutos.

Num lance de construção rápida, Nusa recebeu pela esquerda, ajeitou para o pé direito e acertou um belo remate que se alojou no ângulo oposto — impossível para Fofana. Ainda antes do intervalo, foi preciso um corte oportuno de Sangarè para travar um arremate de primeira de Haaland com destino ao gol.

O segundo tempo trouxe a persistência ivoriana e a necessidade norueguesa de administrar o jogo. Aos 10, um disparo à queima-roupa de Pépé exigiu defesa firme de Nyland. A igualdade veio aos 29 do segundo tempo, quando o zagueiro recém-entrado Diallo, após uma jogada pela direita construída por Pépé, driblou Moeller Wolfe e Berg antes de finalizar com precisão e empatar a partida.

Quando tudo parecia caminhar para a prorrogação, a partida ganhou um desfecho dramático. Aos 41 minutos do segundo tempo, o reserva Bobb encontrou Berg na área; o camisa 9 devolveu para um Haaland livre, que, de primeira, venceu Fofana e decretou o 2 a 1 — seu quinto gol no torneio.

Nos acréscimos, ainda houve espaço para uma cobrança de longa distância de Diallo que obrigou Nyland a devolver para escanteio. Foi a última emoção de um jogo que, mais do que um resultado, revelou traços da evolução recente do futebol norueguês: organização tática, capacidade de suportar pressões e dependência criativa e finalizadora em torno de sua referência ofensiva.

Para a Noruega, o triunfo representa mais do que uma vaga — é a confirmação de um projeto futebolístico que, nas últimas temporadas, alinhou estruturas de formação e identidade coletiva em torno de peças centrais como Ødegaard e Haaland. Para a Costa do Marfim, resta o aprendizado de que talento e intensidade não bastam se faltam consistência defensiva nos momentos decisivos.

Na próxima fase, o encontro com o Brasil estará carregado de narrativas: tradição sul-americana contra uma emergência nórdica; técnicos e estilos distintos; e, sobretudo, a possibilidade de que um evento de espetacularidade individual — um gol — reconfigure, num lance, expectativas coletivas. Será, para além do jogo, um retrato das tensões contemporâneas do futebol global.