Falcão aposta em Ancelotti: com ele, a Seleção terá argumentos para vencer a Copa do Mundo 2026

Falcão diz que Ancelotti é a chave para o Brasil vencer a Copa 2026; comenta Neymar e a tática 4-3-3 com Vinícius e Rodrygo.

Falcão aposta em Ancelotti: com ele, a Seleção terá argumentos para vencer a Copa do Mundo 2026

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Falcão aposta em Ancelotti: com ele, a Seleção terá argumentos para vencer a Copa do Mundo 2026

Dois meses antes do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, Paulo Roberto Falcão fez um prognóstico claro e fundamentado: o Brasil será o campeão, em grande parte graças a Carlo Ancelotti no comando técnico. Em entrevista à ANSA, o ex-camisa 5 da Roma destacou a combinação entre um ataque potente e uma liderança que, na sua leitura, tem perfil para transformar talento em resultado.

"O Brasil tem atacantes fortíssimos e, no banco, há Ancelotti", disse Falcão, apontando também a França e a Espanha como adversárias de peso. Reconheceu ainda que seleções como Alemanha, Argentina e Portugal não devem ser subestimadas, mas que a maior ameaça à equipe brasileira está nas seleções já consolidadas e com rotinas táticas mais definidas. "O único verdadeiro argumento delas contra nós é que são times já prontos, já formados, mas no fim, venceremos nós", acrescentou.

O ex-jogador também comentou a polêmica da ausência de Neymar na lista inicial, tema que chegou inclusive ao discurso do presidente Lula. Falcão adotou tom equilibrado: ressaltou admiração pelo talento do atacante — "sempre gostei, é um jogador diferente" — mas pontuou que admiração não substitui condições físicas e de rendimento. Para ele, a posição tomada por Ancelotti foi a correta: a decisão não depende do treinador, mas de Neymar provar que está em forma e pronto para a exigência de uma Copa.

Além do olhar sobre nomes e episódios, Falcão discutiu a arquitetura tática que tem sido percebida desde a chegada de Ancelotti. A ideia de um 4-3-3 fluido — com Vinícius e Rodrygo abrindo pelas pontas e um pivô duplo com Guimarães e Fabinho protegendo o setor central — é, segundo ele, a síntese de uma Seleção que alia verticalidade e equilíbrio. Nas qualificações, esse desenho rendeu números convincentes: média de golos sofridos de cerca de 0,8 por partida, sinal de solidez defensiva que, em torneios curtos, costuma fazer diferença.

Como analista com olhar histórico e cultural, Falcão não perde de vista o que a seleção representa para o Brasil. A figura do treinador estrangeiro — e, neste caso, italiano — reabre debates sobre métodos, identidade e adaptação: até que ponto um estilo tático europeu pode ser assimilado sem diluir traços que definem a Seleção? Para ele, Ancelotti imprime uma humildade tática e um pragmatismo que podem conciliar a exuberância ofensiva brasileira com disciplina coletiva.

Em suma, a convicção de Falcão é firme: com Ancelotti na beira do campo e o elenco rendendo o esperado, a Seleção tem o arcabouço técnico e psicológico para disputar e conquistar a Copa do Mundo 2026. Resta a Neymar e aos demais liderarem em campo aquilo que as estruturas já começam a desenhar fora dele.