Itália e Mancini recomeçam pela Nations League com 34 convocados e nove estreias
Mancini convoca 34 jogadores para a Nations League; são 9 estreias e um calendário intenso com Bélgica, Turquia e França.
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Itália e Mancini recomeçam pela Nations League com 34 convocados e nove estreias
Quatro partidas em onze dias definem um calendário intenso para uma seleção que busca recuperação coletiva e simbólica depois da ausência no Mundial. É com esse espírito de recomeço que a Itália entra na nova edição da Nations League, sob o comando de Roberto Mancini, que convocou um elenco de 34 jogadores.
O técnico aposta em renovação e continuidade ao mesmo tempo: entre os 34 há nove rostos inéditos em uma chamada da seleção. São eles — todos pela primeira vez com a camisa azzurra — o goleiro do Bologna Massimo Pessina, o zagueiro da Roma Daniele Ghilardi, o defensor do Brentford Michael Kayode, o defensor do Monza Eddy Kouadio, o volante do Cagliari Alessandro Romano, o meio-campista do Sporting CP Issa Doumbia, o atacante do Sassuolo Sebastiano Esposito, o atacante do Napoli Antonio Vergara e o atacante do Norimberga Mohamed Alì Zoma.
Há também nomes que confirmam um processo iniciado já em junho: Honest Ahanor (Crystal Palace) e Samuele Inacio (Borussia Dortmund) repetem a convocação que tiveram para os amistosos ante Luxemburgo e Grécia. Retornos com carga histórica: Nicolò Fagioli e Nicolò Zaniolo voltam a figurar depois de ausências desde outubro de 2024; já Rolando Mandragora reaparece na lista após a última convocação em março de 2021. Esses retornos não são apenas números — dizem respeito a trajetórias interrompidas, reconstrução de confiança e às estratégias de longo prazo da federação.
O calendário imediato é exigente. A seleção inicia os trabalhos na segunda-feira, 21 de setembro, com a primeira sessão de treinamento em Coverciano, a casa histórica das preparações azzurre. A estreia na quinta edição da Nations League acontece sexta-feira, 25 de setembro, contra a Bélgica no Stadio Olimpico de Roma — palco que carrega memória e pressão em igual medida. Três dias depois, a comitiva viajará para Bursa, onde enfrentará a Turquia no Atatürk Spor Kompleksi. Em seguida, no dia 2 de outubro, o desafio será diante da França, em Saint-Denis, e a janela se encerra com o segundo jogo em casa, contra a Turquia, programado para 5 de outubro no Stadio Renato Dall'Ara de Bolonha.
Mais do que organizar um elenco para a sequência das competições, a convocação de Mancini reflete a necessidade de reconstituir um projeto esportivo que suporte tanto o curto prazo — recuperação de prestígio e resultados — quanto o médio e longo prazos: formação de atletas, integração de novas personalidades e vinha de escolhas táticas que dialoguem com o tecido social do futebol italiano. Em campo, as quatro partidas serão um laboratório: fora os pontos, valem as evidências sobre coesão, alternativas e personalidade de um time que precisa se redescobrir.
O momento exige equilíbrio entre urgência e paciência. Mancini, ao misturar experiência e novidades, oferece à seleção instrumentos para iniciar essa segunda etapa de reconstrução — uma jornada que será medida jogo a jogo, mas cuja direção já pode ser lida nas opções da lista dos 34 convocados.

