Manuela Giugliano é eleita Melhor Jogadora da Serie A Women 2025-2026; Roma domina top 11

Manuela Giugliano é eleita melhor jogadora da Serie A Women 2025-2026; Roma emplaca quatro na top 11 e prêmios geram polêmica.

Manuela Giugliano é eleita Melhor Jogadora da Serie A Women 2025-2026; Roma domina top 11

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Manuela Giugliano é eleita Melhor Jogadora da Serie A Women 2025-2026; Roma domina top 11

Em uma noite que misturou reconhecimento esportivo e simbologia institucional, Manuela Giugliano, capitã da Roma campeã, foi eleita a melhor jogadora da Serie A Women 2025-2026. A escolha foi anunciada durante o evento Athora Game On - All Stars Night, em Roma, quando a presidente do campeonato, Federica Cappelletti, e a atleta paralímpica e personalidade pública Bebe Vio entregaram o troféu à meia que repetiu um feito que já havia conquistado ao fim da temporada 2023-2024.

Giugliano encerra a temporada como vice-artilheira do campeonato, com 12 gols, atrás apenas de Tessa Wullaert, atacante que liderou a lista de goleadoras. Mais do que números, a distinção a consagra como figura central de um projeto técnico e identitário: capitã, articuladora, peça que traduz a trajetória de afirmação da Roma feminina num contexto futebolístico italiano que busca profissionalização e consistência institucional.

Além da jogadora número 10 giallorossa, a seleção da temporada mostrou o peso da conquista romana: foram quatro representantes da Roma na Top 11Giugliano, a defensora Shukurat Oladipo, a meio-campista Giulia Dragoni e Giada Greggi — reconhecimento direto ao modelo coletivo que levou o clube ao scudetto.

Os prêmios individuais completaram um quadro diverso: Astrid Gilardi (Como Women) foi eleita a melhor goleira, com performance decisiva em vários momentos da temporada, enquanto Shukurat Oladipo e Giulia Dragoni levaram os troféus de melhor defensora e melhor meio-campista, respectivamente. A artilheira Tessa Wullaert também foi indicada como melhor atacante.

Como em toda premiação, não faltaram controvérsias. A inclusão de Ivana Andrés no setor defensivo, em lugar da jovem Marija Milinković — autora de quatro gols durante o campeonato — suscitou debate; igualmente sentida foi a ausência de Elisabetta Oliviero e da atacante Valentina Bergamaschi, que, apesar de não figurar na top 11, recebeu menção pelo gol do ano — uma bomba que encontrou o ângulo contra a Juventus em 6 de dezembro.

Na comparação entre atacantes, a escolha por Martina Piemonte em vez de Nadine Nischler também gerou questionamentos técnicos: ambas marcaram 10 gols, mas Piemonte é uma centroavante clássica e atua numa Lazio mais estruturada; por outro lado, a presença de Nischler nas escalas semanais foi bem superior (7 a 2), indicador que pesou na percepção pública.

A cerimônia em Roma fechou simbolicamente a temporada regular, mas o calendário reserva ainda a final da Coppa Italia, marcada para domingo no estádio Menti, em Vicenza. Para Giugliano e a Roma, há a possibilidade de estender a felicidade: enfrentar a Juventus, equipe que superou as romanas em encontros anteriores (Women’s Cup em setembro e Supercoppa em janeiro), mas que acabou longe na classificação final, é chance de reafirmar um projeto vencedor.

Mais do que elogios individuais, os prêmios ressaltam transformações — táticas, de formação e de visibilidade — que tornam a Serie A Women um espelho das tensões e avanços do futebol feminino italiano. Escolhas e omissões nas premiações dizem tanto sobre rendimento quanto sobre narrativas que cada clube e cada região tentam construir para além dos 90 minutos.