Morte do vice-treinador da Viterbese, Fabrizio Galasso: provável malore durante o sono abala clube
Vice-treinador da Viterbese, Fabrizio Galasso, foi encontrado morto em Viterbo; provável malore enquanto dormia. Clube e torcedores em choque.
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Morte do vice-treinador da Viterbese, Fabrizio Galasso: provável malore durante o sono abala clube
Foi encontrado sem vida hoje, em um B&B no centro histórico de Viterbo, o auxiliar técnico de 49 anos da Viterbese, Fabrizio Galasso. A hipótese mais plausível apontada pelas autoridades é de um malore súbito — possivelmente um infarto ou um ictus — ocorrido enquanto dormia.
O alerta foi dado pelo treinador da equipe, Andrea Bussone, que além de colega profissional compartilhava o apartamento com Galasso durante a temporada 2026-27. Segundo relatos, Bussone percebeu a ausência de sinais vitais e tentou socorrer o amigo, realizando manobras de reanimação antes da chegada dos serviços de emergência.
As equipes do 118 deslocaram-se ao local e empreenderam esforços prolongados para reanimar o auxiliar técnico, que, entretanto, foi declarado morto pouco depois. No local também compareceram militares dos Carabinieri do comando provincial de Viterbo, que passaram a apurar as circunstâncias do ocorrido.
A notícia da morte mobilizou, ao longo do dia, torcedores da Viterbese que se dirigiram até o B&B, além do proprietário do clube, Piero Camilli, que esteve presente para acompanhar os desdobramentos e prestar condolências à família e à comissão técnica.
Enquanto as investigações formais do caso prosseguem, o episódio reacende uma discussão mais ampla sobre saúde e condições de trabalho no futebol profissional, particularmente entre profissionais que, fora do holofote dos titulares, desempenham funções essenciais à rotina de um clube. O papel do auxiliar técnico não se limita a preparar treinos; envolve uma somatória de responsabilidades logísticas, psicológicas e táticas que, em temporadas longas, podem agravar o desgaste físico e emocional.
Em termos humanos e institucionais, a morte de Galasso representa uma perda que transcende o campo técnico. As equipes locais, os torcedores e a administração da Viterbese enfrentam agora não apenas o luto, mas a necessidade de processar publicamente uma ausência que atinge a coesão interna do grupo. Historicamente, clubes médios italianos como a Viterbese funcionam como redes de proximidade: técnicos, jogadores e funcionários compartilham rotinas, espaços e vínculos afetivos que se tornam óbvios em momentos de crise.
O caso também deverá provocar reflexões sobre a prevenção e o acompanhamento médico de profissionais do futebol, especialmente fora das categorias de elite, onde recursos e programas de saúde ocupacional costumam ser mais escassos. Independentemente do resultado oficial da investigação, a prioridade imediata da Viterbese será prestar apoio à família de Fabrizio Galasso, à comissão técnica e aos jogadores, além de organizar formas institucionais de homenagem ao profissional.
Como repórter atento às estruturas que sustentam o esporte, registro que episódios desta natureza lembram que o futebol é, antes de espetáculo, comunidade. A partida, os treinos e as estratégias perdem parte de seu sentido diante de uma tragédia pessoal — e cabe ao clube, à cidade e ao sistema esportivo responder com solidariedade e reflexão sobre medidas de prevenção.

