Rino Gattuso anuncia saída da Nazionale: fim de um ciclo e crise institucional na FIGC
Rino Gattuso deve deixar a seleção italiana; Gravina e Buffon também saem. Crise na FIGC e possíveis nomes para substituir o técnico.
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Rino Gattuso anuncia saída da Nazionale: fim de um ciclo e crise institucional na FIGC
Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
A seleção italiana caminha para uma reformulação profunda. Segundo apurações, Rino Gattuso está prestes a oficializar a rescisão consensual do seu contrato como técnico da Nazionale. A decisão surge num contexto de forte turbulência institucional na Federação Italiana de Futebol (FIGC), marcada pela renúncia do presidente Gabriele Gravina e pela saída, também recente, do dirigente e ex-goleiro Gigi Buffon.
Os sinais já haviam sido percebidos imediatamente após a derrota em Zenica, quando o próprio Gattuso confidenciou à sua equipe a intenção de se afastar. Na ocasião, a Federação pediu cautela, solicitando algumas horas para evitar uma decisão tomada no calor do momento. Nas jornadas subsequentes, entretanto, silêncios, reuniões internas e um ambiente cada vez mais pesado ao redor da seleção consolidaram a posição do técnico: a renúncia era, ao que tudo indica, a única saída política e pessoal viável.
O primeiro a se desligar da área técnica foi Gianluigi Buffon, cuja saída, anunciada por meio de uma mensagem nas redes sociais, teve tom agridoce e deixou em aberto a possibilidade de um retorno futuro. Em seguida, a FIGC entrou em convulsão: Gabriele Gravina comunicou sua demissão durante o conselho federale e, de imediato, foram definidas as datas para a eleição de uma nova presidência — marcada para o dia 22 de junho.
Da reunião de emergência saíram também nomes que voltam a circular nos bastidores: os antigos protagonistas do ambiente esportivo institucional, como Giovanni Malagò e Giancarlo Abete, figuram entre candidatos não oficiais. Para a substituição do técnico, a preferência interna parece recair sobre soluções de experiência comprovada: Massimiliano Allegri e Antonio Conte são citados como nomes com capital político e técnico para reassumir a liderança da seleção.
Enquanto a FIGC organiza a transição, um nome ganha espaço como alternativa de curto prazo: o treinador da sub-21, Fabio Baldini, poderia assumir interinamente a equipe principal nas partidas amistosas previstas contra Luxemburgo e Grécia no verão europeu. A confirmação formal da rescisão de Gattuso e as próximas decisões administrativas devem ser oficializadas em breve pela Federação.
Mais do que a troca de um treinador, o episódio revela um momento de inflexão institucional. A combinação de resultados esportivos, pressões internas e disputas de poder coloca a FIGC diante da necessidade de reconstruir não apenas um projeto técnico, mas também confiança coletiva. Como observador das estruturas que moldam o esporte italiano, é inevitável ver nesta saída um reflexo das tensões entre tradição, expectativas e renovação que atravessam o futebol nacional.
Uma nota oficial da Federação é aguardada nas próximas horas; a eleição presidencial de 22 de junho será decisiva para traçar o próximo ciclo da Nazionale.