Sassuolo vence o Como por 2-1 e afasta o sonho do clube lombardo na corrida pela Champions

Sassuolo vence Como por 2-1 no Mapei; três gols em cinco minutos e o sonho do Como pela Champions fica ameaçado.

Sassuolo vence o Como por 2-1 e afasta o sonho do clube lombardo na corrida pela Champions

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Sassuolo vence o Como por 2-1 e afasta o sonho do clube lombardo na corrida pela Champions

Por Otávio Marchesini — No Mapei Stadium, a 33ª rodada da Serie A ofereceu um exemplo claro de como o futebol frequentemente se decide em momentos de desatenção coletiva: Sassuolo derrotou o Como por 2-1, num jogo que explodiu nos minutos finais do primeiro tempo com três gols em cinco minutos. O resultado, selado pelos golos de Volpato e Nzola para os neroverdi e pelo cabeceio de Nico Paz para os visitantes, distancia o Como do sonho da Champions, agora dois pontos mais distante.

Antes da avalanche de emoções, a partida caminhava para um primeiro tempo moroso, dominado por posses de bola longas do Como sem verticalidade e com chances pouco consistentes. Nzola foi perigoso desde os primeiros segundos, obrigando atenção da defesa lariana; um bom lance do centroavante culminou em um tiro de Thorstvedt que passou rente à meta. As intervenções dos goleiros marcaram a primeira meia hora: Butez atento a uma falta cobrada por Laurienté e Turati esticando-se para desviar uma finalização de Nico Paz.

O jogo, entretanto, ganhou vida justamente quando parecia condenado ao previsível. Aos 40 minutos, Sassuolo abriu o placar com um contra-ataque muito bem desenhado: arrancada de Laurienté, assistência de Nzola e o toque por baixo de Volpato que surpreendeu Butez fora do gol. Dois minutos depois, nova brecha defensiva do Como: Laurienté novamente determinante, deixou Nzola na cara do gol para o 2-0. A resposta imediata dos lombardos veio por meio de um cruzamento de Smolcic e a cabeçada certeira de Nico Paz, que diminuiu a diferença e anotou seu 12º gol na temporada — colocando-se logo atrás da artilharia liderada por Lautaro Martínez.

No intervalo, a necessidade de ajustes se fez óbvia. Fabregas promoveu mudanças já no reinício: entraram Vojvoda, Perrone e Douvikas, este para formar dupla com Morata. O Como passou a pressionar com mais intensidade, mas sem a fluidez necessária para transformar posse em perigo constante. A grande oportunidade veio novamente de Nico Paz, que fez uma jogada de alta categoria — driblou, penetrou na área e tentou um toque por cobertura que encontrou a resistência milagrosa de Turati, que retornou ao gol e, com reflexo e alcance, salvou em cima da linha.

Daí em diante, o jogo viveu do equilíbrio entre a ambição visitante e a gestão de vantagem do Sassuolo, que soube se fechar e aproveitar as transições para não sofrer. Foi uma vitória de leitura tática e execução nos momentos decisivos: os espaços oferecidos pelo Como, sobretudo no fim do primeiro tempo, foram explorados com precisão por um Sassuolo eficiente no último terço.

O desfecho deixa lições claras sobre custos estruturais e psicológicos. Para o Como, que soma apenas um ponto nas últimas três rodadas, a perda de terreno na corrida europeia é mais do que um tropeço: é um lembrete de que ambição sem compactação defensiva e gestão de momentos dificilmente se sustenta. Para o Sassuolo, a terceira vitória na temporada é combustível para manter a evolução do projeto técnico — uma vitória que traduz, em termos práticos, a máxima do jogo moderno: quem erra menos nos minutos-chave, costuma vencer.